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Prefeitura fecha trimestre com cerca de 10.500 buracos tapados em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá fecha o primeiro trimestre de 2026 com aproximadamente 10.500 buracos tapados e segue avançando com a operação tapa-buracos em diferentes regiões da cidade. A ação é contínua e, com a aproximação do fim do período chuvoso, ganhou reforço para intensificar os trabalhos. Atualmente, 12 equipes atuam simultaneamente, em sistema de mutirão, priorizando as principais vias estruturantes, onde o fluxo de veículos é mais intenso e a demanda por manutenção é maior. Posteriormente, o mutirão da operação tapa-buracos seguirá para os bairros.

Equipes estão mobilizadas em diversos pontos da capital, dando sequência ao cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. A estratégia é otimizar os serviços, atendendo primeiramente as avenidas de grande circulação, para depois manter equipes de manutenção nessas vias e designar as demais para atender às necessidades dos bairros, também em forma de mutirão, para executar com mais rapidez.

De acordo com o secretário da Pasta, a operação tapa-buracos integra um conjunto de ações voltadas à manutenção urbana e à melhoria da infraestrutura de Cuiabá, que, sem dúvidas, contribui diretamente para a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população.

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A programação é definida diariamente, conforme o andamento do serviço. Nesta quinta-feira (2), as equipes estão nas seguintes localidades, onde farão o trecho de ida e volta das vias, com a definição do ponto inicial da operação em cada local.

“Para não haver reclamação de que foi até uma altura e deixou buraco para trás, definimos que as equipes irão até o final, por determinação do prefeito Abilio Brunini. Mas tivemos situações de irem até o fim do trecho e não encontrarem buracos”, relatou o diretor de infraestrutura e obras, Ricardo Rodrigues.

Confira os locais atendidos nesta semana:

  • Av. Antártica (iniciando na rotatória do bairro Santa Rosa)
  • Av. Miguel Sutil – início da Av. Carmindo de Campos
  • Av. Fernando Corrêa da Costa – desde o Colégio Master
  • Av. da República do Líbano – início próximo à Rodoviária
  • Av. das Torres – no início da Av. Jurumirim
  • Av. Jurumirim – início na Av. Miguel Sutil
  • Av. Dante Martins de Oliveira
  • Estrada do Moinho – início no Atacadão da Av. Fernando Corrêa
  • Av. General Melo – início na Santa Casa
  • Av. Carmindo de Campos – iniciando no Shopping Popular
  • Av. do CPA – início no Colégio São Gonçalo e segue na região do Hospital do Câncer (mesmo com as obras do BRT, há muita demanda).
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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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