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Prefeitura e Governo do Estado oficializam cessão de espaço no Ceasa para a APETAC

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou da solenidade de assinatura da cessão do novo espaço da Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá (APETAC), localizado na Central de Abastecimento de Cuiabá (Ceasa). O evento aconteceu no início da tarde deste sábado (6), no Distrito Industrial.

O local foi oficialmente repassado graças a uma parceria construída entre a Prefeitura de Cuiabá e o Governo do Estado, intermediada pelo vice-governador Otaviano Pivetta, que participou da cerimônia ao lado de deputados, vereadores e demais autoridades.

Durante o ato, Abilio destacou a conquista histórica dos permissionários, que há anos buscavam autonomia e melhores condições para trabalhar. “Chegou a hora de vocês cuidarem daquilo que já era de vocês. Agora terão independência para gerir um espaço que conhecem muito bem, e a prefeitura segue à disposição para apoiar no que for preciso”, afirmou o prefeito, em tom de celebração.

Otaviano Pivetta reforçou o compromisso do Estado com o fortalecimento do setor. “A APETAC cumpre um papel essencial no abastecimento da nossa capital. A cessão desse espaço representa respeito, organização e estímulo ao pequeno produtor que coloca comida na mesa dos mato-grossenses”, declarou.

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A vereadora Baixinha Giraldelli, apoiadora constante da categoria, ressaltou a parceria com a Prefeitura. “A Central de Abastecimento é uma parceira da Prefeitura. Só este ano, já entregamos mais de 25 mil toneladas de alimentos para as ações sociais. É um prazer ver a APETAC fortalecida e contribuindo com Cuiabá”, disse.

O presidente da APETAC, Pedro Neto, celebrou o simbolismo da data. “Hoje colhemos o fruto de uma luta antiga. Este espaço é nosso, dos permissionários, e representa dignidade e novos caminhos para quem trabalha aqui todos os dias. Continuaremos defendendo melhorias e avançando de mãos dadas com o poder público”, afirmou.

O Terminal Atacadista é um dos principais polos de abastecimento de Mato Grosso, movimentando cerca de 500 toneladas de alimentos por dia. Com a atuação de aproximadamente 150 empresas e a geração de mais de mil empregos diretos, o espaço recebe em média 175 caminhões por semana, com a coleta sendo realizada pela Limpurb. Além disso, o terminal oferece área exclusiva para que produtores rurais comercializem diretamente seus produtos e mantém uma pesquisa regular de preços de cerca de 70 itens de frutas, legumes e verduras (FLV), garantindo transparência e referência ao mercado.

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Também participaram da entrega: o deputado estadual Eduardo Botelho; o deputado federal Coronel Assis; os vereadores Dilemário Alencar e Samantha Iris; o diretor-presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Fernandes; Vicente Falcão Filho; o secretário de Trabalho, Willian Leite; e o secretário de Secretario de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Luiz Fernando Medeiros Lima.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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