AGRONEGÓCIO

Brasil na Transição para uma Economia de Baixo Carbono: Perspectivas e Desafios

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A crescente preocupação global com a sustentabilidade está moldando novos paradigmas no comportamento empresarial e nas expectativas dos consumidores. Governos, investidores e sociedade demandam cada vez mais ações concretas para reduzir impactos ambientais, impulsionando iniciativas como a economia circular e a bioeconomia. Neste contexto, o painel “Geopolítica e Sustentabilidade” do 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), agendado para 5 de agosto em formato híbrido, analisará o posicionamento do Brasil na transição para uma economia sustentável, com ênfase na participação crucial do agronegócio.

Debates Estratégicos e Participação de Especialistas

O painel contará com a participação de renomados especialistas, incluindo o embaixador Roberto Azevêdo, sócio da YvY Capital e consultor da ABAG, que abordará o cenário geopolítico e seus impactos nas relações comerciais e no agronegócio brasileiro. Entre os debatedores estarão Ingo Plögler, vice-presidente da ABAG, Renata Bueno Miranda, secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do MAPA, e Ricardo Santin, presidente da ABPA. A moderação será conduzida pelo jornalista William Waack.

Durante o evento, os painelistas discutirão as oportunidades no campo da bioeconomia, um mercado global estimado em 22 trilhões de euros e responsável por 22 milhões de empregos, segundo dados da OCDE. Também explorarão formas de promover cooperação internacional em sustentabilidade, considerando o atual contexto de conflitos e dependência de combustíveis fósseis nos mercados globais.

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Destaques do CBA 2024

Além do painel principal, o Congresso Brasileiro do Agronegócio de 2024 apresentará outros temas relevantes como “Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?”, mesas redondas sobre Competitividade e Oportunidades, e uma palestra inaugural sobre biocompetitividade ministrada por Nelson Ferreira, sócio-sênior e Líder Global de Agricultura da Mckinsey & Company.

Durante o evento, a ABAG prestará homenagens importantes, como o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, que será entregue ao ex-Ministro da Agricultura Marcos Montes, e o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade, concedido ao professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, destacado por suas contribuições no estudo do carbono em agricultura tropical.

O Congresso Brasileiro do Agronegócio é reconhecido como um dos mais importantes do setor no país, reunindo anualmente autoridades, especialistas e empresários para debater temas cruciais que impactam o desenvolvimento sustentável do agronegócio nacional, orientando o futuro do setor em busca de maior competitividade, produtividade e rentabilidade em toda a cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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