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Prefeitura de Cuiabá promove curso de capacitação para fiscais e analistas ambientais

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, está realizando, até sexta-feira (27), um curso de capacitação em fiscalização e licenciamento ambiental, com intensa programação. O evento reúne técnicos, fiscais e analistas de Cuiabá e Várzea Grande, com mais de 60 participantes, e acontece no auditório do Horto Florestal Tote Garcia, com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema).

O secretário municipal de Meio Ambiente destacou a relevância do curso, especialmente após a assinatura, na semana passada, do termo entre o Estado e a Prefeitura, que amplia a autonomia do município para licenciar obras.

“Isso amplia a capacidade da Prefeitura de dar respostas mais rápidas aos empreendedores de Cuiabá. A capacitação é essencial para que fiscais e analistas estejam alinhados às novas normas e práticas. É um passo importante para modernizar os processos e agilizar o atendimento às demandas da cidade, que está em constante crescimento”, frisou o secretário de Meio Ambiente de Cuiabá, José Afonso Portocarrero.

Portocarrero destacou ainda que Cuiabá e Várzea Grande compartilham um espaço dividido geograficamente pelo rio, mas que também se unem por interesses comuns. “O nosso aeroporto está em Várzea Grande, a rodoviária de Várzea Grande está em Cuiabá, e assim as coisas acontecem. Os empregos que estão lá também estão aqui, e vice-versa. Então, é muito importante que a gente possa trabalhar em conjunto, em harmonia. E o Estado, quando oferece à Prefeitura de Cuiabá essa possibilidade de ampliar a capacidade de licenciar, dá a oportunidade de atender à necessidade desse grupo. Essa capacitação conjunta fortalece a atuação integrada dos dois municípios e contribui para um trabalho harmônico em prol da população e do meio ambiente”, disse.

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O secretário de Meio Ambiente de Várzea Grande, Ricardo Costa Amorim, também ressaltou que as ações conjuntas são fundamentais para uniformizar os procedimentos de fiscalização e licenciamento nas duas cidades, que formam um mesmo polo urbano e social.

“É essencial que os dois municípios falem a mesma língua. Muitas pessoas moram em uma cidade e trabalham na outra, o que exige que os processos e normas ambientais sejam coerentes e padronizados”, explicou Ricardo.

Apoio da Sema e processo de descentralização

O analista de Meio Ambiente da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), Pedro Julião Borges, que representou a secretária Mauren Lazzaretti na ocasião, explicou que a descentralização permite que os municípios assumam a gestão ambiental local. Cuiabá já é um município descentralizado há vários anos, mas houve recentemente a necessidade de realocar os fiscais para dentro da estrutura da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o que é uma exigência legal para garantir o poder de fiscalização.

“Esse curso é extremamente importante porque, além de preparar os fiscais para as novas responsabilidades, também reforça o compromisso da Prefeitura em atender à legislação. A Sema continuará oferecendo suporte técnico e capacitações contínuas para Cuiabá e outros municípios descentralizados”, destacou.

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“A Prefeitura está de parabéns, primeiro, porque já se adequou à norma, trazendo seu corpo técnico de fiscais para a sua Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Parabéns por isso, porque, até então, nenhum governo quis fazer isso. E o prefeito Abílio entendeu, tocou para frente e quis adequar essa questão, porque é uma exigência legal”, finalizou Borges.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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