AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá possibilita à Comitiva Sino-Latino-Americana visitas à AMPA e à APROSOJA para fortalecer a cooperação com a China

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A comitiva LAC-HUB Sino-Latino-Americana visitou, nesta quarta-feira (9), a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Mato-grossense de Produtores de Soja (APROSOJA). As reuniões foram promovidas pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, e tiveram como pauta principal o uso da tecnologia para o aprimoramento das safras de algodão, soja e milho.

Essas atividades integram o plano de ação para o lançamento da Plataforma Integrada de Serviços Econômicos e Comerciais China-Brasil, que tem como objetivo fortalecer os laços econômicos entre a América Latina e a China, criando um ecossistema inovador de cooperação internacional.

O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, que lidera as iniciativas junto à comitiva, destacou a importância das ações de integração econômica. “Nossa visita à China nos permitiu ver de perto os benefícios dessa Plataforma, e agora queremos trazer esses avanços para Cuiabá e Mato Grosso. A ideia é remover barreiras no comércio internacional, beneficiando diretamente empresas de diversos setores, com ênfase no agronegócio, na indústria e no comércio local”, afirmou Vuolo.

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Durante as visitas, representantes das entidades mato-grossenses apresentaram as ações em andamento e compartilharam um panorama atualizado do agronegócio no estado. A comitiva LAC-HUB também expôs os pilares da plataforma. “Agradecemos a oportunidade de apresentar a nossa Plataforma Integrada de Serviços Econômicos e Comerciais Sino-Latino-Americana. Eu moro no Brasil e entendo a importância da tecnologia para impulsionar a economia, especialmente no agronegócio”, comentou Zhu Chuanxin, CEO da LAC-HUB.

As atividades do dia foram encerradas com um jantar de boas-vindas, que contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e da primeira-dama, Márcia Pinheiro. “Estamos felizes em receber a comitiva em Cuiabá. Foi uma troca rica de experiências: mostramos um pouco da nossa culinária e cultura, e eles apresentaram ações em prol da economia que estão sendo desenvolvidas na China. Esses projetos certamente trarão benefícios econômicos, sociais e tecnológicos tanto para Cuiabá quanto para Mato Grosso”, destacou Márcia Pinheiro.

A Plataforma, que está localizada na cidade de Zhuhai, China, tem grande potencial para impulsionar o setor produtivo de Cuiabá e de todo o estado de Mato Grosso. A expectativa é que esses encontros resultem na formação de uma comitiva empresarial que fará uma visita oficial à China, permitindo que empresários cuiabanos conheçam de perto o funcionamento da zona alfandegada e explorem novas oportunidades de negócios.

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Essas ações fazem parte do Programa Pra Frente Cuiabá, que projeta a capital no cenário internacional e amplia suas fronteiras comerciais para novos mercados, consolidando Cuiabá como um polo estratégico para o comércio exterior e o agronegócio.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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