AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá intensifica estratégias para ampliar vacinação dos grupos prioritários

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem reforçado as estratégias de vacinação contra a influenza diante da baixa adesão registrada entre os grupos prioritários. As ações ocorrem em diversas frentes para ampliar o acesso da população à imunização e facilitar o atendimento em todas as regiões da capital.

Entre as medidas adotadas está a vacinação em escolas municipais, Centros Educacionais Infantis Cuiabanos (CEICs), Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) e também em unidades estaduais de ensino. A aplicação das doses nos alunos é realizada mediante autorização dos pais ou responsáveis.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a ampliação das estratégias busca garantir que a vacina chegue até a população prioritária de forma acessível e segura.

“Estamos levando a vacinação para perto das pessoas, seja nas escolas, nas unidades de saúde, nos hospitais ou até mesmo nas residências de pacientes acamados e com mobilidade reduzida. A influenza pode causar complicações graves, principalmente nos grupos prioritários, e nossa missão é facilitar o acesso da população à imunização”, afirmou.

A Secretaria também mantém vacinação domiciliar para pacientes com mobilidade reduzida ou acamados acompanhados pelas equipes das 72 Unidades de Saúde da Família (USFs). O atendimento é realizado por profissionais das equipes multiprofissionais, como enfermeiros, médicos e agentes comunitários de saúde, que além da imunização também ofertam consultas médicas e odontológicas.

Leia Também:  Queda nos preços internacionais reflete redução no custo do arroz no Brasil

Outra estratégia adotada é a disponibilização da vacina para profissionais da saúde diretamente em seus locais de atuação, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito e sede da Secretaria Municipal de Saúde.

Para ampliar ainda mais o acesso da população, o município mantém 33 unidades de saúde funcionando no horário de almoço. Entre elas estão as USFs Parque Cuiabá, Parque Atalaia, São Gonçalo, Coxipó I e II, Parque Ohara, Tijucal, Jardim Industriário, Pedra 90 CAIC I, II e III, Jardim Fortaleza/Santa Laura, Jardim Passaredo, Sucuri, Ribeirão da Ponte, Despraiado, Novo Terceiro, Jardim Independência, Clínica da Família CPA I, CPA III, CPA IV, Jardim Vitória I, Paiaguás, Ilza Terezinha Picolli, Grande Terceiro, Lixeira/Baú, Dom Aquino, Campo Velho, Pico do Amor, Jardim Imperial, Bela Vista/Carumbé, Terra Nova/Canjica, Eldorado, Praeiro, Areão e Nossa Senhora da Guia.

Além disso, 28 USFs contam com horário estendido no período noturno. As unidades Parque Ohara, Tijucal, Pedra 90 CAIC I, II e III, Clínica da Família CPA I, Ilza Terezinha Picolli e Consultório na Rua atendem até às 21h. Já as unidades Parque Cuiabá, Parque Atalaia, Coxipó I e II, Jardim Industriário, Jardim Fortaleza/Santa Laura, Dom Aquino, Pico do Amor, Jardim Imperial, Bela Vista/Carumbé, Terra Nova/Canjica, Eldorado, Areão, CPA III, CPA IV, Jardim Vitória I, Paiaguás, Sucuri, Ribeirão da Ponte, Despraiado, Novo Terceiro, Jardim Independência e Nossa Senhora da Guia funcionam até às 19h.

Leia Também:  Fazenda Pau Furado se destaca entre as mais sustentáveis do Paraná com certificações e gestão inovadora

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, reforçou que o município tem trabalhado para ampliar a cobertura vacinal em todas as regiões da capital.

“As equipes das USFs estão mobilizadas diariamente para buscar esses pacientes, orientar as famílias e ampliar a cobertura vacinal. Também ampliamos horários de atendimento justamente para atender quem não consegue ir até uma unidade em horário comercial. Vacinar é um ato de proteção coletiva”, ressaltou.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza é segura, gratuita e fundamental para prevenir complicações causadas pelo vírus, especialmente entre idosos, crianças, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e demais grupos prioritários.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

Published

on

As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

Leia Também:  Fazenda Pau Furado se destaca entre as mais sustentáveis do Paraná com certificações e gestão inovadora

Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

Leia Também:  Renegociação de Dívidas Rurais Alcança R$ 6,3 Bi, Mas Produtores Reclamam de Burocracia

Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA