AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá faz mutirão para tualização do Cadastro Único no Distrito da Guia

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A Prefeitura de Cuiabá realiza neste sábado, 8 de novembro, das 8h às 15h, um Mutirão do Cadastro Único voltado aos moradores do Distrito da Guia. A ação acontece na Igreja Assembleia de Deus, na Rua Vicente Figueiredo, e busca facilitar o acesso da população aos serviços socioassistenciais e de saúde.

A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC). A proposta é aproximar os atendimentos das famílias que mais precisam, garantindo atualização cadastral e acesso aos programas sociais.

A secretária Hélida Vilela reforça a importância da participação da comunidade:
“Manter o Cadastro Único atualizado é fundamental para que as famílias continuem recebendo os benefícios. Muitas pessoas perdem direitos por falta de atualização, e o mutirão vem justamente para facilitar esse processo e garantir que ninguém fique de fora”, afirma.

Além do atendimento do Cadastro Único, o evento reúne serviços de saúde, auxílio do Bolsa Família e inscrições para programas sociais.

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Serviços que estarão disponíveis:

• Atualização e novos cadastros do Cadastro Único
• Atendimento do Programa Bolsa Família
• Aferição de pressão arterial
• Teste de glicemia
• Aplicação de vacinas
• Pesagem do Bolsa Família
• Inscrições para o programa Casamento Abençoado

Ficha resumida para jornalistas:

• O quê: Mutirão do Cadastro Único
• Quando: Sábado, 8 de novembro, das 8h às 15h
• Onde: Igreja Assembleia de Deus, Rua Vicente Figueiredo, Distrito da Guia, Cuiabá
• Tema/gancho: Facilitar acesso a programas sociais e serviços de saúde; atualização do CadÚnico; atendimento ampliado à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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