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Prefeitura de Cuiabá faz mais de 3,7 mil atendimentos no 1° mês do Centro Médico Infantil

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), comemora o balanço extremamente positivo do primeiro mês de funcionamento do Centro Médico Infantil (CMI), que superou a expectativa e já se consolida como um dos principais reforços da rede municipal de saúde para o público pediátrico. Entre os dias 19 de dezembro e 19 de janeiro, a unidade realizou 3.733 atendimentos médicos e 498 atendimentos odontológicos.

A previsão inicial era de cerca de 800 atendimentos por mês, mas o volume alcançado ficou quase cinco vezes acima do previsto. A faixa etária com maior número de atendimentos médicos foi a de crianças de 0 a 2 anos, reforçando o papel estratégico do CMI no cuidado com a primeira infância.

Para a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, os números confirmam a importância do investimento e o acerto da estratégia adotada pelo município.

“O Centro Médico Infantil é um projeto que começou ainda em 2023, quando estávamos à frente da intervenção na saúde de Cuiabá, e ver hoje essa unidade funcionando, atendendo milhares de crianças e superando todas as expectativas, é a prova de que planejamento e compromisso com a população dão resultado. Esse desempenho mostra que estávamos certos em apostar em uma estrutura exclusiva para o atendimento pediátrico e mais humanizado”, destacou a secretária.

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Entregue oficialmente à população no dia 18 de dezembro e aberto ao público no dia seguinte, o Centro Médico Infantil passou a organizar os fluxos de atendimento às crianças, ampliando a resolutividade dos serviços e contribuindo diretamente para desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e demais portas de urgência e emergência do município.

Para garantir o funcionamento da unidade e da rede de apoio, foram mobilizados cerca de 450 profissionais, entre médicos pediatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontopediatras, psicólogos, assistentes sociais, recepcionistas, vigilantes, farmacêuticos e atendentes de farmácia.

Deste total, 35 médicos pediatras reforçam diretamente a rede municipal, somando-se aos 45 profissionais que já atuam nas Unidades de Saúde da Família (USFs), Centros de Especialidades Médicas (CEMs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), equipes multiprofissionais, setores de regulação e UTIs Pediátricas.

Localizado em área anexa ao antigo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, na Avenida General Valle, o CMI recebeu investimento de R$ 11,8 milhões. As obras foram retomadas em janeiro de 2025, dentro do processo de reestruturação da saúde pública municipal.

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O Centro Médico Infantil dispõe de 28 leitos, seis consultórios médicos, duas salas de triagem, salas vermelha, amarela e verde, além de sala de curativo, sala de inalação, exames laboratoriais, sala de procedimentos invasivos, isolamento, farmácia, Núcleo Interno de Regulação, consultório odontológico, setor administrativo e demais espaços de apoio.

Um dos principais diferenciais da unidade é o atendimento odontológico pediátrico 24 horas, com consultório preparado para urgências e emergências, além de assistência especializada para crianças com necessidades especiais. O pronto atendimento foi projetado com ambientação lúdica e acolhedora, proporcionando mais conforto às crianças e tranquilidade aos acompanhantes.

Com estrutura moderna, equipe ampliada e integração com os demais pontos da rede municipal, o Centro Médico Infantil se consolida como um avanço estratégico na política de saúde pediátrica de Cuiabá, garantindo mais organização, eficiência e cuidado humanizado às crianças cuiabanas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

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Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

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O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

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O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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