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Prefeitura de Cuiabá e UFMT fazem mutirão de castração animal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Bem-Estar Animal (BEA), vai realizar um mutirão para castração de 40 animais em parceria com o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (Hovet), no dia 26 deste mês. As tratativas foram definidas esta semana, durante alinhamento de ações no Hovet. Serão beneficiados animais que estão sob tutela das ONGs que realizam acolhimento de animais em Cuiabá. Trata-se de um projeto-piloto para, posteriormente, abrir vagas para toda a população.

“Tivemos uma reunião muito produtiva com o diretor do Hospital Veterinário da UFMT, Dr. Kledir A. H. Spohr, que resultou nessa grande conquista para Cuiabá, que é o nosso primeiro mutirão de castração oficialmente confirmado. Começaremos com 40 animais indicados pelas ONGs da cidade, que já fazem um trabalho essencial de acolhimento e cuidado com nossos animais resgatados”, afirmou a diretora da BEA, Morgana Thereza Ens.

O foco será nos machos de pequeno porte, por se considerar que um único macho pode gerar dezenas de ninhadas. “E, castrando esses animais, conseguiremos reduzir a agressividade, controlar a natalidade e evitar fugas atrás de fêmeas que estão no ciclo reprodutivo. Além disso, a cirurgia é mais simples, mais rápida e com recuperação mais tranquila — fator que permite alcançar muito mais animais com segurança e eficiência”, explicou a diretora.

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Por que começar pelas ONGs? Por entender que executam um serviço fundamental e que o poder público precisa da parceria. “O papel da Bem-Estar Animal é dar o suporte que essas instituições precisam para continuar cuidando da nossa cidade em parceria com o poder público”, frisou Morgana.

Na próxima semana, as ONGs serão contactadas e selecionadas para coletar os exames, fazer a triagem dos animais e preparar tudo para que o procedimento aconteça dentro do esperado, com êxito.

O mutirão é pontual, como o primeiro passo de muitos que estão sendo projetados. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Bem-Estar Animal e da UFMT, está comprometida com ações contínuas de castração, cuidado e proteção animal.

BAIXA RENDA

As castrações gratuitas para atender à demanda dos munícipes continuam sendo liberadas. A Bem-Estar Animal libera duas castrações por dia para tutores que se enquadram nos critérios de baixa renda, entre eles, ser beneficiário dos programas sociais do governo.

Esses procedimentos também são realizados pelo Hospital Veterinário da UFMT, mediante guias de autorização emitidas pela Bem-Estar Animal.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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