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Prefeitura de Cuiabá desenvolve projeto de revitalização no Distrito do Aguaçu

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio das secretarias municipais de Desenvolvimento Urbano e de Esporte e Lazer, está desenvolvendo um projeto de revitalização do tradicional Campo do Avião, localizado no Distrito do Aguaçu. A iniciativa, que resgata parte da história local, beneficiará diretamente mais de 850 famílias da comunidade e de regiões vizinhas, além de valorizar a cultura e fortalecer os laços comunitários. O campo recebeu esse nome por ter servido, no passado, como pista de pouso para aviões que transportavam pessoas em busca de diamantes.

O projeto em estudo prevê a transformação do espaço em um miniestádio, dotando-o de infraestrutura adequada para a prática esportiva e o lazer da população. Atualmente, o campo e a quadra existentes não possuem condições estruturais para funcionarem como um complexo esportivo oficial. A proposta da Secretaria Municipal de Esporte inclui a construção de vestiários e banheiros, a reforma da quadra coberta, além da implantação de iluminação e outras melhorias que garantam conforto e dignidade aos moradores.

“Esse espaço é o ponto de encontro da comunidade, onde as famílias se reúnem nos finais de semana. Nosso objetivo é garantir que o Campo do Avião se torne um ambiente adequado, seguro e digno para a prática esportiva e o lazer dos moradores”, destacou a equipe liderada pelo secretário adjunto de Esporte e Lazer, Pablo Queiroz, e pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, durante visita técnica ao distrito.

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Além do aspecto esportivo, o projeto busca valorizar o patrimônio histórico do Distrito do Aguaçu. A área, que no passado funcionou como uma pista de pouso conhecida como “Bandeira”, será revitalizada com a criação da Praça do Avião. O espaço contará com um chafariz temático em homenagem ao garimpo de diamantes, atividade que marcou o surgimento da comunidade.

A proposta é transformar o local em um novo ponto turístico, preservando a memória da região e reforçando sua identidade cultural.

O projeto já se prepara para a fase de captação de recursos financeiros e viabilização das obras. Parcerias, emendas parlamentares e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) serão bem-vindos. “O prefeito Abilio Brunini, que também é arquiteto, elogiou a proposta e sugeriu alguns ajustes técnicos para aprimorar o plano de revitalização”, destacou Pablo.

Vale ressaltar que a gestão municipal trabalha para recuperar as finanças do município e, ao mesmo tempo, avançar em projetos que melhorem a qualidade de vida da população. “O Campo do Avião é parte da história do Aguaçu, e sua revitalização vai garantir lazer, esporte e turismo para a comunidade”, reforçam os moradores, entre eles o arquiteto aposentado Benedito Claro de França.

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Outros espaços visitados

Durante a visita ao Distrito do Aguaçu, a equipe também vistoriou outros espaços públicos que poderão ser melhor aproveitados. Entre eles, a Escola Municipal de Ensino Básico do Campo Professora Udeney Gonçalves de Amorim (EMEBC), construída em 1983, que atualmente atende cerca de 100 crianças, e o Rio Coxipó Açu, responsável pelo abastecimento da comunidade.

Segundo informações locais, a escola já chegou a atender mais de 100 jovens, mas encontra-se danificada e sem condições de uso.

De acordo com o secretário adjunto Pablo Queiroz, a intenção é revitalizar a unidade e devolvê-la à comunidade. “Os alunos do ensino médio estão se deslocando até o Distrito da Guia para estudar, percorrendo cerca de 40 quilômetros por dia, somando ida e volta. Com a revitalização, eles poderiam estudar aqui mesmo, sem precisar sair do Aguaçu”, explicou.

#PraCegoVer

A foto mostra a equipe vistoriando a área do Campo do Avião e o ginásio esportivo, que apresenta problemas estruturais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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