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Prefeitura de Cuiabá convoca 14 candidatos aprovados em processo seletivo para a rede municipal de Educação

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), publicou nesta quarta-feira (7) novos editais de convocação de candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado nº 12/2024/GS/SME, destinado à contratação temporária e formação de cadastro de reserva para atuação nas unidades educacionais da rede pública municipal no ano letivo de 2025. O edital original foi publicado na Gazeta Municipal nº 937, em 27 de agosto de 2024.

Nesta 62ª convocação, estão sendo chamados 14 candidatos aprovados para diversos cargos e regionais, incluindo as funções de Pedagogo para Sala de Recurso Multifuncional, Instrutor de Libras, Intérprete de Libras, Técnico em Manutenção e Infraestrutura, Auxiliar de Serviços Gerais e Professor de Educação Física.

Os convocados devem comparecer à Secretaria Municipal de Educação, localizada na Rua Diogo Domingos Ferreira, nº 292, bairro Bandeirantes, no dia 8 de outubro de 2025, em conformidade com as datas e horários previstos nos editais, para entrega de documentos e atribuição de unidades.

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Orientações aos candidatos

A Secretaria reforça que os candidatos devem ler atentamente os editais de convocação. O não comparecimento no dia e horário determinados ou a não apresentação da documentação exigida resultará na eliminação automática do processo, sem segunda chamada, sendo convocado, em seguida, o próximo classificado.

Os documentos exigidos (originais e/ou cópias) incluem: RG, CPF, Título de Eleitor, PIS/PASEP, Certificado de Reservista, comprovante de residência, conta corrente no Banco do Brasil (se houver), diploma ou certificado de conclusão de curso com histórico escolar do Ensino Médio, exame admissional e certidões negativas.

A SME também alerta que o candidato que chegar atrasado e tiver seu nome já chamado será realocado ao final da lista de chamamento. O comparecimento em horário diferente do previsto implicará eliminação do certame, conforme o item 13.3 do edital.

O exame admissional poderá ser realizado no local de preferência do candidato, devendo constar o cargo e o resultado de aptidão.

Histórico do processo seletivo

O certame, realizado em 2024, ofertou 2.015 vagas para contratação imediata e formação de cadastro de reserva de níveis médio e superior, com o objetivo de atender à necessidade temporária de excepcional interesse público nas unidades educacionais da rede municipal.

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Até o momento, 6.947 candidatos já foram convocados para diversos cargos e regionais nas 61 chamadas anteriores. Com esta nova publicação, a Prefeitura chega à 62ª convocação, reforçando o compromisso da gestão com o fortalecimento e a continuidade dos serviços educacionais oferecidos à população cuiabana.

Confira em anexo o edital de convocação completo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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