AGRONEGÓCIO

Prefeitura atende demanda de moradores, revitaliza lago e praça do Pedregal

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Atendendo aos pedidos da população, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), iniciou nesta terça-feira (19) uma megaoperação de limpeza do lago artificial e revitalização da área da Praça Wilson Tozi, localizada no bairro Pedregal – um dos cartões-postais da região.

Segundo as solicitações dos moradores, era necessário melhorias e manutenção no espaço de lazer, que estava sem receber serviços de zeladoria há mais de seis meses.

Os serviços estão sendo executados em três etapas. Na primeira fase, as equipes atuam na desobstrução e limpeza do lago artificial, realizando a drenagem total da água e aplicando tratamento com cloro ativo para controle de odores, prevenção do crescimento de fungos e lodo, remoção de impurezas e combate ao desenvolvimento de bactérias nas tubulações.

Vale destacar que o local abriga uma nascente, o que exige cuidados redobrados para garantir a preservação ambiental e evitar a contaminação da água corrente.

Na segunda etapa, será realizada uma força-tarefa de zeladoria, incluindo serviços de capinagem, roçagem, varrição, poda, pintura de meio-fio e manutenção da iluminação pública. Além disso, equipes estão recolhendo resíduos descartados irregularmente, como forma de prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

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De acordo com o diretor-geral da Limpurb, Reginaldo Teixeira, a operação atende a um pedido antigo da população. “Os moradores solicitavam há tempos essa revitalização, e agora estamos atendendo essa demanda com um trabalho completo de limpeza e manutenção. Estamos intensificando os serviços de zeladoria em praças e parques, garantindo que esses locais sejam preservados e ofereçam mais segurança e conforto à população. A participação dos moradores é essencial, tanto na solicitação dos serviços quanto na conservação desses espaços após a revitalização”, destacou.

A ação conta ainda com o apoio de caminhões do programa Cata-Treco, utilizados para recolher e destinar corretamente os resíduos descartados pela população.

A terceira etapa será realizada com o apoio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, que enviará técnicos e engenheiros ao local para realizar uma vistoria e mapeamento, visando solucionar um problema crônico de obstrução na tubulação do lago.

Vale ressaltar que a área registra casos recorrentes de descarte irregular de lixo. O artigo 500, inciso I, da legislação vigente prevê multas a partir de R$ 818,90 para quem descartar lixo domiciliar ou materiais em locais inadequados, como ruas, terrenos, rios, praças e outras áreas públicas ou privadas não edificadas.

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#PraCegoVer
A imagem mostra trabalhadores dos serviços urbanos da Prefeitura de Cuiabá realizando uma força-tarefa de limpeza na Praça Wilson Tozi, no bairro Pedregal. Eles vestem uniforme verde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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