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Prefeitura amplia tapa-buracos para nove bairros na região sul, Cidade Verde e Santa Rosa

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Nesta segunda-feira (27), as equipes de tapa-buracos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras estão atuando em 7 bairros da região Sul, conforme programação do mutirão previsto, visando agilizar os atendimentos. Além das frentes de trabalho já programadas, equipes passaram a atuar, de forma excepcional, nos bairros Cidade Verde e Santa Rosa. Paralelamente, equipes também executam reparos na capa asfáltica em pontos específicos da região central, especialmente em trechos que passaram recentemente por obras de drenagem.

Ao todo, nove bairros estão sendo contemplados nesta etapa do mutirão, que tem como objetivo acelerar os serviços de manutenção viária e garantir melhores condições de tráfego para a população. Entre as localidades atendidas estão Parque Cuiabá, Residencial Coxipó, Jardim Gramado, Nossa Senhora Aparecida, Jardim Comodoro, Jardim Buriti e São José.

No bairro Cidade Verde, o serviço se concentra na Av. Generoso Malheiro, onde em breve será inaugurado o Centro Comunitário do bairro.

No Santa Rosa, o serviço ocorre na Rua Polônia, onde será inaugurada a Câmara Italiana do Comércio.

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Nos demais bairros, os trabalhos abrangem a malha viária de diversas ruas, em continuidade ao cronograma definido com base no volume de solicitações registradas pelos moradores, pedidos de vereadores e lideranças comunitárias, priorizando áreas com maior necessidade de intervenção.

Após a conclusão dos serviços nesses bairros, o mutirão avançará para outras regiões da cidade, mantendo o critério de demanda e urgência apontado pelos registros protocolados junto ao município.

De acordo com o diretor de infraestrutura da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, o foco é o mutirão. “Excepcionalmente, por se tratar de duas situações específicas, foi necessário executar o serviço fora do mutirão”, frisou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Segurança jurídica no campo: FPA aponta enfraquecimento de normas fundiárias entre 2023 e 2025

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) avalia que houve enfraquecimento das normas de proteção fundiária no Brasil nos últimos anos. Entre 2023 e 2025, ao menos 15 atos normativos federais alteraram regras relacionadas à questão fundiária, com reflexos diretos sobre o direito à propriedade privada rural, segundo a entidade.

De acordo com o levantamento, parte significativa das medidas promove flexibilizações em procedimentos legais, especialmente no que diz respeito à desapropriação de terras e à regularização fundiária.

Flexibilização de regras levanta preocupações

Entre os pontos destacados está a retirada da exigência de previsão orçamentária para desapropriações. A revogação do memorando-circular nº 01/2019 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em abril de 2023, e o Decreto 12.002/2024 são citados como exemplos dessa mudança.

Outra medida apontada é o Decreto 11.637/2023, que permite a titulação de terras para pessoas jurídicas, como associações e cooperativas de assentados, além de priorizar a titulação coletiva. Na avaliação da FPA, o modelo pode abrir margem para maior atuação de grupos organizados no acesso à terra via reforma agrária.

Já a Instrução Normativa 132/2023 do Incra ampliou a possibilidade de participação de entidades externas no cadastramento de famílias para o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

Regularização fundiária e entraves legais

A FPA também aponta ausência de regulamentação da Lei 14.757/2023, que trata da regularização fundiária na Amazônia. Sem regulamentação, dispositivos como a atualização de laudos de vistoria antigos não podem ser plenamente aplicados.

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Além disso, normas recentes passaram a incorporar critérios ambientais ao processo fundiário. O Decreto 11.688/2023, por exemplo, direcionou áreas passíveis de regularização para políticas ambientais e retirou o Ministério da Agricultura de instâncias técnicas sobre o tema.

Na mesma linha, a Portaria 1.309/2025 ampliou a participação do Ministério do Meio Ambiente nas atribuições do Incra e permitiu o envolvimento de organizações da sociedade civil em levantamentos fundiários.

Programa Terra da Gente concentra críticas

O Programa Terra da Gente, instituído em 2024, é apontado como o principal eixo da atual política de reforma agrária. Segundo parlamentares da FPA, o decreto que criou o programa apresenta pontos considerados controversos do ponto de vista jurídico.

Entre eles, está a possibilidade de utilização de terras vinculadas a garantias judiciais, como bens penhorados, sem previsão clara de compensação orçamentária. Outro ponto levantado é a previsão de cancelamento de títulos fundiários já emitidos, inclusive em áreas de faixa de fronteira.

A entidade também destaca que o decreto não diferencia propriedades produtivas daquelas que não cumprem função social, tema previsto na Constituição Federal.

Avanço de desapropriações e reação no Congresso

Em março de 2025, sete decretos classificaram áreas como de interesse social para desapropriação. Segundo a FPA, parte dessas medidas pode conflitar com dispositivos legais que restringem assentamentos em áreas invadidas ou em propriedades de porte médio.

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Diante desse cenário, parlamentares protocolaram o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 167/2024, que busca sustar os efeitos do Programa Terra da Gente. A proposta aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Projetos buscam reforçar segurança jurídica

Outras iniciativas legislativas tramitam no Congresso com foco na segurança jurídica no campo. O Projeto de Lei 4.357/2023 propõe definir de forma mais objetiva o conceito de função social da propriedade rural, condicionando sua caracterização ao trânsito em julgado de decisões judiciais em casos de crimes ambientais ou trabalhistas.

Já o Projeto de Lei 8.262/2017 trata da retomada da posse de propriedades invadidas, permitindo ação por parte do proprietário com apoio policial, dentro de prazos estabelecidos.

Outra proposta, o PL 709/2023, prevê sanções administrativas a invasores de terras, incluindo restrições ao acesso a programas públicos, crédito subsidiado e cargos públicos por um período determinado.

Debate segue no centro da agenda do agro

O conjunto de medidas e propostas evidencia que a questão fundiária segue como um dos principais pontos de atenção do agronegócio brasileiro. O debate envolve temas como segurança jurídica, reforma agrária, regularização fundiária e o equilíbrio entre produção, direitos de propriedade e políticas públicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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