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Prefeitura amplia campanha “Todos Contra a Dengue” e reforça alerta de prevenção em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Vigilância em Saúde, tem intensificado as ações de conscientização e prevenção contra a dengue em toda a capital por meio da campanha “Todos Contra a Dengue”. A mobilização está sendo divulgada em diversos veículos de comunicação e espaços públicos da cidade, com o objetivo de alertar a população sobre a importância de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti.

A campanha está presente em televisões, rádios, sites e redes sociais, além de peças exibidas em relógios digitais da Avenida Mato Grosso, no relógio da Praça Oito de Abril (Praça do Choppão) e nos totens da CSMobi, ampliando o alcance das informações e reforçando as orientações de prevenção à população.

Paralelamente à campanha de comunicação, a Vigilância em Saúde também segue com ações intensivas de campo. Somente nos primeiros meses de 2026, as equipes de controle vetorial já realizaram 197.192 vistorias em imóveis em diferentes regiões da capital, identificando e eliminando possíveis criadouros do mosquito.

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Apesar da redução nos registros da doença, a Vigilância em Saúde reforça que os cuidados precisam ser mantidos. Em 2026, Cuiabá já registrou um óbito confirmado por dengue, o que demonstra que a doença ainda representa risco à saúde da população.

Entre as principais orientações estão eliminar recipientes que possam acumular água parada, como garrafas, latas, baldes e pneus; manter caixas d’água e reservatórios sempre bem vedados; limpar calhas e ralos regularmente; e manter o lixo devidamente fechado.

Em caso de sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar, a recomendação é evitar a automedicação e procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.

Outra medida importante é a vacinação contra a dengue, disponível na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses.

A Vigilância em Saúde também reforça a importância de a população receber os Agentes de Combate a Endemias (ACE) durante as visitas domiciliares, permitindo a inspeção e a identificação de possíveis focos do mosquito.

Como parte das estratégias de enfrentamento à dengue, o município também passou a utilizar uma nova tecnologia no tratamento de depósitos fixos de água: o larvicida biológico BTI (Bacillus thuringiensis israelensis).

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O produto já está sendo aplicado pelos agentes em reservatórios que não podem ser eliminados, como caixas d’água, cisternas e outros recipientes permanentes, substituindo as antigas pastilhas químicas utilizadas anteriormente no controle das larvas do mosquito.

Segundo a Vigilância em Saúde, o larvicida possui aspecto de pó arenoso e permanece no fundo do reservatório após a aplicação. O resíduo visível indica que o local está protegido. O produto não altera o cheiro, o gosto ou a qualidade da água e não oferece riscos à saúde da população quando utilizado corretamente.

A campanha “Todos Contra a Dengue” reforça que atitudes simples no dia a dia podem salvar vidas. Tampar caixas d’água, colocar areia nos pratinhos de plantas, evitar água parada em recipientes e manter calhas limpas são medidas essenciais para impedir a proliferação do mosquito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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