AGRONEGÓCIO
Prefeitura abre votação para melhores desenhos infantis do Concurso Água Viva
Publicado em
18 de março de 2025por
Da Redação
No sábado (22), Dia Mundial da Água, a Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, realizará uma programação especial com o Projeto Água Viva. Entre as ações, está a premiação de estudantes do Concurso de Pintura Água Viva realizado nas escolas municipais.
Uma comissão definiu, em seletiva, 12 melhores desenhos que se encaixavam nos requisitos pretendidos e agora, os escolhidos estão em votação do público, que apontará os três primeiros colocados que receberão prêmios e medalhas. A cerimônia de entrega está prevista para às 16h, no Parque das Águas.
A votação do Concurso Água Viva está aberta pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfPWUJcuSr9PcWXZi_vTdUBDCxWMfPU_GKb6gKJNsnz9PSNfw/viewform , basta selecionar o desenho. São duas votações, uma para o melhor do Grupo 1 e outra para o Grupo 2, que correspondem a categorias diferentes.
As artes estão divididas em duas categorias. De alunos do 1º ao 4º e a outra, do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, considerando o entendimento pedagógico das faixas etárias. Inicialmente a Secretaria Municipal de Educação pré-selecionou 35 trabalhos, dos quais a comissão liderada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano escolheu os 12 finalistas.
Mesmo não sendo obrigatória, aproximadamente 50% das escolas participaram. A conscientização, aliada a premiação, serviu para motivar a classe estudantil.
“Os trabalhos através das escolas municipais ganharam um destaque muito importante, porque é um tema, o Dia Mundial da Água, que deve ser dado destaque para toda a sociedade. As unidades escolares aderiram, nós tivemos uma boa participação, e esses trabalhos vieram da Secretaria de Educação para a Secretaria de Meio Ambiente. Essa é forma de chamar a atenção e mobilizar a sociedade para o tema “Água Viva”, que é tão importante para o mundo, porque água é vida”, explicou o secretário adjunto de Meio Ambiente de Cuiabá, Valdinir Piazza Topanotti.
O secretário avaliou que os trabalhos estavam interessantes, com foco no planeta, na floresta, nos rios, nas famílias, uso da água. “Dá para ver a preocupação das crianças com esse tema, que deveria ser uma preocupação de todos nós. Acredito que estamos alcançando o objetivo, que é sensibilizar. Notamos uma boa sensibilização das crianças, e assim que esses trabalhos serão expostos, tanto nas mídias, como no lá no Parque das Águas”, frisou.
Segundo a assessora especial da SMURB, Daiane da Silva Brum, cada escola teve a liberdade de tratar pedagogicamente o assunto Água Viva, a questão de habilidades, de percepção da água, de como eles veem o meio ambiente e água para si, e fazer a sua seleção. Esse trabalho começou no mês de fevereiro, e, por conta do tempo, as crianças menores, de creche ao 1º ano, não participaram do concurso.
Para a superintendente em substituição de Educação Ambiental da SEMA, Maria Dulce de Rezende, a perspectiva em torno do Dia Mundial da Água é, de fato, sensibilizar a população. “A Educação Ambiental da SEMA chamou o evento esse ano com tema Água Viva, primeiro porque água é vida, e justamente para envolver a comunidade e população em geral”.
O evento é aberto e toda a comunidade de Cuiabá e Várzea Grande está convidada a participar. “No dia 22, às 7h30 já estaremos com atividades recreativas, lúdicas e também de informação científica lá no Museu de História Natural de Mato Grosso, as margens do rio Cuiabá. Trazendo para perto da água e olhando a importância dela, a beleza que ela nos traz. E depois, à tarde, estaremos no Parque das Águas, com a exposição dos desenhos, oficinas, juntamente com os parceiros, como a Águas Cuiabá, que estará mostrando, através de óculos 3D, uma visita virtual às estações de tratamento de água. É muito importante para a gente saber o quanto custa a água da captação até a nossa torneira. Isso é muito importante para nós”, disse Dulce.
O evento conta com a parceria do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) através do Projeto Verde Novo, Grupo Escoteiros Filipe Landes, Águas Cuiabá e Secretaria Municipal de Educação.
Assim como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Mato Grosso (CREA-MT), Habitte Urbanismo, Shopping Pantanal, Águas Natural Buruti e do deputado federal.
DESENHOS FINALISTAS
Grupo 1 – 1º ao 5º ano
Anderson Guilherme Medeiros dos Santos – Emeb Dr. Orlando Nigro (5º ano)
André Luiz de Almeida França – Emeb Rita Caldas Castrillon (5º)
Gustavo Giordani de Jesus – Emeb Professora Elza Luiza Esteves (5º ano)
Karolaene Ketellyn Almeida dos Santos – Emeb Senador Gastão de Matos Muller (4º ano)
Lorenna Luisa N. Dos Santos – Emeb Professora Tereza Lobo (5º ano)
Michelly Vitória de Souza Ferreira – Emeb Osmar José do Carmo Cabral (5º ano)
Mickaelly Souza – Emebc Professora Benedita Xavier Rodrigues (4º ano)
Miguel Alonso de Souza – Emeb Filogônio Corrêa da Costa (4º ano)
Sophia Soares Boni Guimarães – Emeb Maria Ambrósio Pommonte (4º ano)
Grupo 2 – 6º ao 9º
Gabriel Santos Soares – Emeb Maria Dimpina (9º ano)
Natália de Moura Silva – Emebc Dr. Estevão Alves Correa (9º ano)
Yandra Carolinny Ferreira da Cruz – Emeb Udney Gonçalves de Amorim (7º ano)
#PraCegoVer
A foto mostra a comissão definindo os melhores desenhos do Concurso Água Viva que vão para a votação final do público. Todos os desenhos estão sobre uma mesa para avaliação dos integrantes da comissão.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
21 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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