AGRONEGÓCIO

Prefeito vai pessoalmente na ALMT buscar emendas para Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, esteve na manhã desta quarta-feira (26) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para solicitar emendas parlamentares destinadas às áreas de infraestrutura, educação e saúde. Durante a visita, Abilio conversou com deputados estaduais e destacou a importância desses recursos para a capital.

O prefeito também destacou que dará total transparência à destinação das emendas e que a população será informada sobre quais deputados estão colaborando com sua gestão. “Vamos dar publicidade a todas as emendas e aos seus autores, para que a população de Cuiabá saiba quem são os parlamentares que estão contribuindo com a cidade”, garantiu.

“Os deputados podem encaminhar os ofícios à Secretaria de Saúde, por exemplo, porque o orçamento suplementar será aberto na próxima semana. Como as emendas deles são emendas pessoais, eles enviam os recursos para as áreas que mais se identificam e acham prioritárias e necessárias”, explicou o prefeito.

Abilio ressaltou que está fazendo mais esse contato com os parlamentares e que pretende retornar à ALMT na próxima semana para reforçar os pedidos. Segundo ele, o objetivo é garantir que os recursos cheguem efetivamente às áreas prioritárias da administração municipal. “Essa é uma conversa inicial, e semana que vem volto novamente para confirmar se os deputados manterão os compromissos assumidos”, afirmou.

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O prefeito disse que se cada um dos 24 deputados enviar R$ 5 milhões de emendas à Cuiabá, o problema de asfaltamento na capital seria resolvido. Contudo, alguns parlamentares já sinalizaram apoio à saúde, outra área crítica da gestão. A prefeitura espera garantir investimentos expressivos para avançar em obras de asfaltamento, além de melhorias em hospitais e escolas municipais.

Com a proximidade da abertura do orçamento suplementar, a expectativa é que os deputados definam suas emendas nos próximos dias, consolidando o volume de recursos que será destinado para Cuiabá em 2025.

#PraCegoVer

A imagem principal mostra o prefeito Abilio Brunini um homem branco sorrindo e usando uma camisa cinza. O prefeito está cercado por microfones e telefones celulares que gravam suas declarações no salão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nas demais fotos que estão na galeria, Abilio mantém a postura de seriedade ao conversar com vários jornalistas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Impasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as negociações com o Ministério da Fazenda em busca de um socorro financeiro para o setor, mas esbarrou em um impasse técnico que ameaça o planejamento da próxima safra.

Ao apresentar uma contraproposta com taxas de juros mais acessíveis e prazos estendidos, a bancada ruralista tenta reverter as restrições impostas pelo governo, que, até o momento, limita o auxílio apenas aos prejuízos causados por eventos climáticos, excluindo o impacto das oscilações de mercado que também comprimiram a receita dos produtores.

O agronegócio, motor de cerca de um quarto do PIB nacional, enfrenta um cenário de crescente pressão sobre o fluxo de caixa. Entre 2019 e 2025, uma sucessão de frustrações climáticas, somada à desvalorização dos preços das commodities, gerou um passivo significativo que agora trava a capacidade de investimento para o próximo ciclo produtivo. A urgência da FPA em encontrar uma solução baseia-se no temor de que a falta de crédito provoque uma retração na área plantada e no uso de tecnologia, impactando a produtividade de um setor que é pilar da balança comercial brasileira.

Disputa de números

A divergência entre as propostas em mesa reflete a busca pelo equilíbrio entre a viabilidade do produtor e a responsabilidade fiscal do governo. A FPA defende um modelo de renegociação mais abrangente: para perdas por eventos climáticos, a sugestão é de juros de 4%, 6% e 8% ao ano. Já para perdas causadas por movimentos de mercado, a bancada propõe taxas de 5%, 7% e 9% — valores escalonados conforme o porte do produtor. A entidade pede ainda um prazo de oito anos para pagamento, com dois de carência, e a ampliação do teto de financiamento para R$ 10 milhões por CPF.

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O Ministério da Fazenda, contudo, mantém uma postura de maior rigor. A contraproposta do Executivo foca exclusivamente em perdas climáticas, com juros mais elevados — 6%, 9% e 12% ao ano — e um prazo menor de quitação: seis anos de pagamento com dois de carência. Além disso, a pasta sugere um limite de R$ 8 milhões por CPF para a renegociação.

Pontos de consenso e entraves

Embora o impasse nas taxas e na abrangência das dívidas persista, houve avanços em pontos estruturais. O governo concordou em manter o teto de R$ 50 milhões para financiamento a cooperativas, permitindo que estas atuem no repasse de crédito aos cooperados. Também houve progresso na discussão sobre um fundo garantidor e na flexibilização da regulamentação do crédito rural, permitindo que os bancos aproveitem melhor as garantias já existentes, atrelando-as à proporcionalidade da dívida.

Outro mecanismo em debate é a operação “mata-mata” para as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A ideia é permitir que produtores emitam novos títulos para quitar dívidas anteriores, uma forma de organizar o passivo e destravar o fluxo financeiro. No entanto, o tratamento das dívidas privadas permanece como um dos pontos mais críticos; a FPA quer evitar que débitos remanescentes sejam renegociados a taxas próximas de 20%, defendendo uma trava atrelada à Selic para não inviabilizar a renegociação.

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A expectativa é que um texto de consenso surja nos próximos dias, seja para a publicação de uma Medida Provisória, com vigência imediata, ou o envio de um projeto de lei em regime de urgência. A resolução rápida é tratada pela bancada ruralista como condição indispensável para garantir que o setor mantenha o ritmo de produção que sustenta a economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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