AGRONEGÓCIO

Prefeito, secretários e primeira-dama debatem revitalização do Centro Histórico de Cuiabá na Câmara

Publicado em

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a vereadora e primeira-dama, Samantha Iris, participaram, nesta quinta-feira (16), de uma audiência pública voltada a debater campanhas, ações e soluções para o resgate do Centro Histórico da capital. Requerida pela vereadora Samantha, o debate reuniu representantes do poder público, universidades, comerciantes, arquitetos, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e membros da sociedade civil.

Durante o encontro, foram apresentadas sugestões para melhorar a mobilidade urbana, a segurança, a vocação comercial da região e o incentivo ao turismo local. Também foram discutidas propostas de revisão da legislação urbana e criação de moradias no centro, de modo a impulsionar a ocupação ordenada e sustentável da área histórica.

O prefeito Abilio Brunini destacou que a Prefeitura está dialogando com diversos setores para a construção de um plano diretor específico para o Centro Histórico, com foco na valorização do patrimônio e no desenvolvimento econômico da região.

“Estamos conversando com os demais setores para que possamos construir um masterplan para o centro histórico e definir o que pode e o que não pode ser feito, e como cuidar desse espaço. É uma situação complexa, que envolve associações, o Estado, o Iphan e diversas entidades. O mais importante é que, através dessa parceria com a Câmara e com a vereadora Samantha, essas discussões se iniciaram e queremos, até o ano que vem, apontar soluções concretas para o Centro Histórico”, afirmou Abilio.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, reforçou que várias pastas da Prefeitura estão atuando de forma integrada para o resgate do espaço. Ele destacou as feiras de agricultura familiar realizadas semanalmente na Praça Alencastro como um exemplo de ação que valoriza o centro e estimula a presença de famílias e consumidores. “Essas feiras e eventos ajudam a atrair a população, fortalecem o comércio e promovem a boa ocupação do espaço público, afastando usos indevidos e revitalizando o coração da cidade”, pontuou.

Leia Também:  Vetoquinol promove treinamento de bem-estar animal para colaboradores

Já o secretário municipal de Planejamento Urbano, José Afonso Portocarrero, destacou o início do processo de revitalização do Morro da Luz, ponto histórico e cultural da capital, localizado na região central. A ação que começa com a identificação e retirada de árvores sem vida é o primeiro passo de um projeto mais amplo de requalificação da área, e seu entorno.

A professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFMT, Luciana Mascaro, também participou da audiência e colocou a universidade à disposição para colaborar com estudos e projetos já existentes sobre o centro. Ela sugeriu que a Prefeitura avalie a criação de moradias sociais na região, como estratégia para reocupar e dinamizar o comércio local. “O comércio vai onde há gente. É essencial pensarmos em moradia no centro para revitalizar de forma duradoura. A UFMT tem estudos e levantamentos atualizados que podem subsidiar a Prefeitura nesse processo”, afirmou Luciana.

Para a vereadora Samantha Iris, o debate representa uma união de esforços para que o Centro Histórico volte a ser um espaço vivo e valorizado. “Ouvimos diversas entidades e pessoas que têm ligação com o centro, seja pela gestão, pelo comércio ou pelo amor à cidade. O grande desejo de todos é reviver o Centro Histórico. Eu acredito que os encaminhamentos dessa audiência são essenciais para isso. Queremos um projeto prolongado, que vai além de gestão, além de mandato, além do tempo”, afirmou.

Leia Também:  Pesquisa desenvolve batata de pele vermelha voltada à subsistência de agricultores familiares

Como encaminhamento, Samantha anunciou a criação de um canal de WhatsApp para que os participantes acompanhem os desdobramentos da audiência e contribuam com sugestões. A vereadora também adiantou que pretende propor uma lei e formar um comitê permanente voltado à gestão e valorização do Centro Histórico. “Queremos que esse projeto vá além de mandatos e gestões. O centro é a história viva de Cuiabá. A região merece ser preservada, revitalizada e devolvida aos cuiabanos como um espaço de convivência, cultura e desenvolvimento”, concluiu Samantha.

Também participaram das discussões a presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil, o vereador T. Coronel Dias, a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Elisangela Fernandes Bokorni, a secretária adjunta de Assistência Social, Paolla Reis e o tenente-coronel Marcelo Moraes, comandante da 21ª Companhia Independente da PM no Centro Histórico.

#PraCegoVer

Na imagem, o prefeito Abilio discursa na Câmara de Cuiabá, vestindo camisa cinza. A mesa é composta por Samantha Iris, que preside a audiência pública, pelos secretários Fernando Medeiros, José Afonso Portocarrero e pela representante do Iphan.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

Published

on

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

Leia Também:  Produção de etanol nos EUA atinge 1,068 milhão de barris por dia na semana encerrada em 24 de maio

Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

Leia Também:  Cuiabá avança na Saúde Mental com reformas, novos leitos e capacitações

Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA