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Cuiabá avança na Saúde Mental com reformas, novos leitos e capacitações

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), consolidou uma série de avanços na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) nos últimos 60 dias, fortalecendo a assistência em saúde mental com obras, reestruturação de fluxos e capacitações intensivas das equipes. As ações fazem parte da política municipal de qualificação permanente e da estratégia de ampliação do cuidado humanizado na capital.

Entre as principais entregas está o início da reforma do CAPS I do CPA IV, iniciada em outubro deste ano. As obras seguem em ritmo acelerado e têm previsão de entrega para 20 de dezembro de 2025. Após as adequações estruturais, a Diretoria de Saúde Mental iniciará a preparação da unidade para sua habilitação como CAPS II junto ao Ministério da Saúde, medida que ampliará a capacidade de atendimento e permitirá novas modalidades terapêuticas, oficinas e atividades em grupo.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o conjunto de ações representa uma virada de chave na forma como Cuiabá estrutura e fortalece a saúde mental.
“Estamos reorganizando toda a rede para que o cuidado aconteça de forma integrada, qualificada e humanizada. Esses 60 dias mostram o compromisso da gestão em ampliar o acesso, melhorar a estrutura e preparar nossas equipes para oferecer um atendimento cada vez mais resolutivo aos usuários, ” destacou.

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Paralelamente, a gestão está revisando fluxos, normas e rotinas de todos os serviços de saúde mental, garantindo maior alinhamento às diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental. Houve também intensificação das articulações entre os diferentes níveis de atenção, com destaque para o fortalecimento das ações de matriciamento.

No campo da qualificação profissional, a SMS ampliou significativamente as ações formativas para equipes dos CAPS I, CAPS II, CAPSi e Residências Terapêuticas. As capacitações abordaram temas como acolhimento em saúde mental, humanização, manejo de crises, Projeto Terapêutico Singular (PTS) e primeiros socorros, ministradas por especialistas como a psiquiatra Dra. Larissa de Almeida Rezio, o psicólogo André Antunes e a instrutora do SAMU, Adair Marcia Oliveira Silva, com atividades desenvolvidas na UFMT.

Além das formações voltadas às equipes dos CAPS, cuidadores e técnicos de enfermagem das Residências Terapêuticas também foram capacitados em primeiros socorros, reforçando a segurança e a preparação para situações emergenciais.

Para a secretária-adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, os avanços recentes demonstram a consolidação de uma nova fase da saúde mental no município.
“Estamos investindo tanto na estrutura física quanto no desenvolvimento profissional das equipes. Esse movimento é essencial para garantir um atendimento qualificado e coerente com as necessidades dos usuários. Cuiabá avança com responsabilidade, planejamento e compromisso com a política de cuidado em liberdade, ” afirmou.

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Outro avanço estratégico ocorreu em setembro, com a entrega de seis leitos exclusivos para pacientes psiquiátricos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), três femininos e três masculinos, destinados a pacientes regulados via SAMU, Corpo de Bombeiros ou CIOSP. A iniciativa, inédita em hospital geral do município e aguardada há duas décadas, representa um marco histórico para a rede de saúde da capital.

A medida está alinhada à Portaria nº 3.088/2011, que institui a RAPS e orienta a criação de leitos em hospitais gerais para internações de curta permanência em casos de crise, evitando internações prolongadas em hospitais psiquiátricos e fortalecendo o modelo comunitário e humanizado.

A expectativa da gestão é ampliar a resolutividade da rede em situações de crise psiquiátrica, reduzir a superlotação em hospitais especializados e garantir atendimento mais ágil e integrado. O modelo também contribui para diminuir reinternações e reforçar o vínculo entre saúde mental, atenção básica e serviços especializados.

Com essas iniciativas, Cuiabá avança de forma consistente na construção de uma rede de saúde mental mais acolhedora, qualificada e alinhada às necessidades da população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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