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Exportações do Agro Mineiro Batem Recorde e Superam Setor de Mineração em 2024

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram um marco histórico em 2024, alcançando a cifra recorde de US$ 17,1 bilhões. Este desempenho superou em 2,5% a receita do setor de mineração, tradicionalmente dominante, que somou US$ 15,7 bilhões no mesmo período. O resultado consolidou o agro como principal força econômica do estado, impulsionado pelo aumento da demanda e valorização do café, carro-chefe das exportações.

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita do agronegócio mineiro cresceu 19,2% em relação a 2023, com o volume exportado registrando alta de 8%, totalizando 17 milhões de toneladas. Os produtos agropecuários representaram 42% do total das exportações mineiras no ano, reafirmando a relevância do setor no comércio exterior do estado.

Minas Gerais avança no ranking nacional e europeu

O bom desempenho elevou Minas Gerais ao quarto lugar no ranking nacional de estados exportadores de produtos agropecuários, ultrapassando o Rio Grande do Sul. Além disso, o estado se destacou como o principal fornecedor brasileiro de produtos do agro para a União Europeia, com vendas totais de US$ 4,4 bilhões, superando São Paulo.

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Força do agro mineiro

O Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, atribuiu os resultados ao trabalho dedicado dos produtores rurais e às políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor. “Esses números consolidam Minas Gerais como uma potência agropecuária, gerando emprego, renda e alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo”, afirmou. O governo mineiro, por meio da Secretaria de Agricultura e órgãos vinculados como Emater, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), desempenhou papel crucial na execução dessas políticas.

Principais destinos e produtos exportados

Com exportações para 175 países, o agronegócio mineiro abrangeu um mix de 644 produtos agropecuários. Os principais destinos foram:

  • China: US$ 4,1 bilhões
  • Estados Unidos: US$ 1,9 bilhão
  • Alemanha: US$ 1,4 bilhão
  • Bélgica: US$ 788 milhões
  • Itália: US$ 726 milhões
Destaques por setor
  • Café: Líder absoluto das exportações, o café atingiu o melhor desempenho da história com US$ 7,9 bilhões em receita e 31 milhões de sacas embarcadas, representando 46,1% do total exportado. A valorização do dólar e a redução de estoques globais impulsionaram os preços.
  • Complexo soja: Apesar de uma queda de 10,2% na receita, o volume exportado cresceu 7,1%, totalizando 7,2 milhões de toneladas e gerando US$ 3,2 bilhões.
  • Complexo sucroalcooleiro: Permaneceu na terceira posição entre os produtos mais exportados, com US$ 2,5 bilhões e 5,2 milhões de toneladas.
  • Carnes: Todas as proteínas (bovina, suína e de frango) registraram crescimento tanto em receita quanto em volume, alcançando US$ 1,7 bilhão e 502 mil toneladas.
  • Produtos florestais: O segmento atingiu receita recorde de US$ 1,1 bilhão e 1,7 milhão de toneladas exportadas.
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Outros setores, como hortícolas, couros, fibras e produtos apícolas, também apresentaram avanços significativos no mercado externo.

Conclusão

Os resultados de 2024 reafirmam o protagonismo do agronegócio mineiro, que, com recordes históricos, diversificação de mercados e apoio estratégico, consolida sua posição como um dos pilares da economia estadual e nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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