AGRONEGÓCIO
Prefeito participa de liberação provisória do Terminal do CPA 3 para reduzir desconforto de usuários
Publicado em
10 de janeiro de 2026por
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou na manhã deste sábado (10) da permissão de uso provisório do Terminal do CPA 3, reaberto ainda na madrugada, a partir das 5h, para atender os usuários do transporte coletivo. A medida busca reduzir o desconforto enfrentado pela população, que vinha utilizando pontos de embarque improvisados do lado de fora do terminal, expostos ao sol e à chuva.
A liberação do espaço ocorre de forma paliativa, enquanto a Prefeitura avança nas adequações necessárias para a conclusão definitiva da obra. O terminal estava com serviços inacabados após a empresa contratada não conseguir cumprir o cronograma. O contrato foi rompido no final do ano passado, e agora o município assumiu integralmente a responsabilidade pelas intervenções.
“O que estamos fazendo hoje não é inauguração. É permitir o uso do terminal porque não dava mais para deixar a população esperando ônibus em condições precárias. A Prefeitura vai assumir a obra, com equipe própria, e executar as melhorias por etapas, até a entrega completa para a população”, afirmou o prefeito Abilio Brunini.
Segundo o planejamento apresentado, o terminal será reestruturado em fases. Uma parte continuará em uso para embarque e desembarque, enquanto outra passa por obras. Após a conclusão de uma etapa, os usuários serão realocados para que o restante do espaço seja finalizado.
A secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Franciane Lacerda, reforçou que as melhorias realizadas até o momento são provisórias. “As intervenções são paliativas para garantir segurança, iluminação, banheiros em funcionamento e um mínimo de conforto aos passageiros. O projeto definitivo está em fase de finalização e a Prefeitura seguirá com as adequações até a conclusão da obra”, destacou.
Moradora do bairro e usuária frequente do transporte coletivo, Joana Pereira aprovou a reabertura do espaço. “Não está perfeito, mas já é muito melhor do que ficar do lado de fora. Agora temos um lugar coberto, banheiro e onde esperar o ônibus com mais dignidade”, disse.
A Prefeitura informou que seguirá acompanhando o funcionamento do terminal e intensificando as obras, garantindo que o espaço seja entregue de forma definitiva e adequada às necessidades da população.
Uma força-tarefa envolvendo as secretarias municipais de Infraestrutura e Obras, Mobilidade Urbana, Segurança Pública e a Limpurb foi realizada para viabilizar a reabertura do terminal, com uma série de adequações e melhorias no espaço físico. Entre as principais intervenções, estão a retirada de tapumes, a demolição de muretas que dificultavam o acesso e o requadramento das áreas, garantindo melhor circulação dos usuários, além da instalação de torneiras e da finalização das ligações internas nos banheiros para liberar o funcionamento.
Também foram feitos serviços estruturais e de acabamento, como micro revestimento e pavimentação asfáltica para corrigir buracos e desníveis, recuperação e pintura dos muros internos e externos, instalação e reboco de pilares e melhorias na iluminação. Foram colocados refletores em todos os postes das laterais, na entrada e nas áreas internas do terminal, reforçando a segurança e a visibilidade no local.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
AGRONEGÓCIO
Canola de segunda safra no Brasil pode reduzir emissões da aviação em até 55%, aponta estudo sobre SAF
Published
12 minutos agoon
23 de abril de 2026By
Da Redação
SAF de canola pode reduzir emissões da aviação em até 55%
Uma avaliação do ciclo de vida do combustível sustentável de aviação (SAF) produzido a partir da canola de segunda safra no Brasil indica potencial de redução de até 55% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), em comparação ao querosene fóssil Jet-A1.
O estudo considera todas as etapas da cadeia produtiva — do cultivo da canola até a queima do combustível na aeronave — por meio da metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), amplamente utilizada para mensurar impactos ambientais completos.
A pesquisa é resultado de uma colaboração entre o Laboratório de Energia e Ambiente (LEA) da Universidade de Brasília, a Embrapa Agroenergia e a Embrapa Meio Ambiente.
Redução de emissões depende de cenário e tecnologia adotada
Segundo a pesquisadora Priscila Sabaini, da Embrapa Meio Ambiente, o potencial de redução de 55% representa um cenário otimista e ainda hipotético, baseado em condições ideais de adoção.
Na prática, o percentual pode variar devido a limitações técnicas e regulatórias, especialmente na substituição total do combustível fóssil.
Atualmente, o SAF do tipo HEFA (produzido a partir de óleos e gorduras) permite mistura de até cerca de 50% com querosene convencional, o que impede substituição integral no curto prazo.
Produção de SAF ainda depende de evolução regulatória e tecnológica
Os pesquisadores destacam que os percentuais de redução devem ser entendidos como potencial de mitigação, e não como resultado imediato.
O avanço do setor depende de fatores como:
- Desenvolvimento tecnológico
- Expansão da produção de SAF
- Adequações regulatórias
- Adoção em larga escala no setor aéreo
O estudo também contribui para debates internacionais sobre descarbonização da aviação e políticas climáticas.
Cenários analisados incluem produção e uso do combustível
A pesquisa utilizou dados reais de produtores brasileiros, considerando condições tropicais de cultivo em sistema de segunda safra.
Foram avaliados três cenários principais:
- Combustível fóssil Jet-A1
- Mistura com 50% SAF e 50% Jet-A1
- Uso de 100% SAF
A rota tecnológica analisada foi a HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), que converte óleos vegetais em combustível de aviação por hidrotratamento.
O estudo também dialoga com iniciativas como o Corsia, da Organização da Aviação Civil Internacional, além de políticas brasileiras como o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro.
Agricultura responde pela maior parte das emissões do SAF
Os resultados mostram que a etapa agrícola é a principal fonte de emissões no ciclo de vida do SAF de canola.
- Cultivo: cerca de 34,2 g CO₂ eq./MJ
- Conversão industrial HEFA: cerca de 12,8 g CO₂ eq./MJ (com hidrogênio fóssil)
O principal fator de impacto está no uso de fertilizantes nitrogenados, que também gera emissões de óxido nitroso (N₂O).
Segundo o pesquisador Alexandre Cardoso, da Embrapa Agroenergia, esse é o ponto mais crítico do sistema, com impactos adicionais sobre água e ecossistemas.
Hidrogênio renovável pode reduzir emissões em até 94%
Um dos principais achados do estudo é o papel do hidrogênio na produção do SAF.
Quando o hidrogênio fóssil é substituído por hidrogênio verde, produzido a partir de fontes como energia solar e eólica, as emissões da etapa industrial podem cair entre 86% e 94%.
Esse fator reforça a importância da integração entre bioenergia e energia renovável para ampliar a eficiência climática do combustível.
Canola de segunda safra melhora sustentabilidade no Brasil
No Brasil, a canola é cultivada majoritariamente como segunda safra, em rotação com a soja, o que melhora o aproveitamento de áreas agrícolas já existentes.
Segundo o pesquisador Bruno Laviola, da Embrapa Agroenergia, essa característica reduz a competição por terra e melhora o desempenho ambiental do cultivo em comparação a regiões onde a cultura é plantada como safra principal.
O estudo, no entanto, não considerou emissões de mudança indireta no uso da terra (iLUC), apontadas como tema para pesquisas futuras.
Implicações para políticas públicas e certificação ambiental
Os resultados reforçam a importância de instrumentos regulatórios para expansão sustentável do SAF no Brasil.
Atualmente, a canola ainda não está incluída na rota HEFA do RenovaCalc, ferramenta usada para certificação de intensidade de carbono e geração de Créditos de Descarbonização (CBIOs) dentro do RenovaBio.
A inclusão da cultura pode ampliar o portfólio de matérias-primas certificáveis e melhorar a representatividade da agricultura nacional no sistema.
Sustentabilidade vai além da redução de carbono
O estudo destaca que a avaliação ambiental do SAF deve considerar não apenas emissões de carbono, mas também impactos sobre solo, água e ecossistemas.
Pesquisadores apontam que a sustentabilidade do combustível depende da combinação entre:
- Melhores práticas agrícolas
- Uso eficiente de fertilizantes
- Integração com energia renovável
- Avanços industriais
Para os autores, o Brasil reúne condições favoráveis para integrar produção agrícola e energia limpa, ampliando o potencial climático do SAF e fortalecendo sua posição na transição energética global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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