AGRONEGÓCIO

Prefeito esclarece repasses e reforça importância de melhorar indicadores de saúde

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu nesta terça-feira (29) com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) para esclarecer dúvidas sobre os repasses financeiros, discutir pautas da categoria e reforçar a importância das ações de conscientização e de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Durante o encontro, o prefeito explicou a legalidade do uso do Incentivo Financeiro (IF) repassado pela União ao município, incluindo os andamentos jurídicos sobre sua aplicação. Ele também ouviu demandas relacionadas a melhorias salariais e avanços no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

“Nosso compromisso é trabalhar com os pés no chão. Toda melhoria para a categoria vem do orçamento próprio do município. Por isso, precisamos melhorar os indicadores de saúde para que, a partir de julho, possamos sentar novamente e discutir avanços possíveis”, afirmou o prefeito, reforçando que qualquer nova proposta de valorização precisa ser analisada com responsabilidade fiscal.

Abilio Brunini também fez um apelo para que os agentes intensifiquem as ações de conscientização junto à população, reforçando a orientação, a cobrança e a fiscalização contínua. Também foi alinhada uma nova reunião para o próximo dia 8, quando serão discutidas as metas para 2026. “O resultado do trabalho de cada agente faz diferença direta na saúde da população. Este ano, já melhoramos o prêmio de saúde, que passou de R$ 400 para R$ 500, e vamos implementar um sistema de produtividade. O objetivo é que vocês possam ganhar ainda mais se visitarem mais unidades e alcançarem metas que ainda precisam ser estabelecidas. No dia 8, teremos uma reunião com supervisores e agentes para tratar de pautas relacionadas a 2026. Vamos avaliar essas demandas e discutir os encaminhamentos possíveis”, afirmou o prefeito.

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A reunião, que contou ainda com a participação da vereadora Katiuscia Manteli e do vereador Dilemário Alencar, também reforçou o pedido pela realização de um trabalho integrado entre os profissionais da saúde, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Defesa Civil de Cuiabá, aliado aos mutirões e às ações conjuntas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Carne brasileira sob pressão: risco de perda de competitividade global cresce com exigências sanitárias da União Europeia

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Panorama do conflito sanitário com a União Europeia

A recente suspensão das exportações de carne brasileira para a União Europeia acendeu um alerta no agronegócio nacional. O episódio evidencia um ponto crítico: a necessidade de comprovação prática, auditável e contínua de conformidade com as exigências sanitárias do bloco europeu.

Segundo especialistas do setor jurídico agro, o Brasil corre o risco de perder competitividade internacional caso não consiga demonstrar, de forma estruturada, o cumprimento integral das normas de rastreabilidade e controle de uso de antimicrobianos.

Para a advogada Ieda Queiroz, do CSA Advogados, o problema vai além do acesso ao mercado europeu e atinge diretamente a reputação do país no comércio global de proteínas.

UE exige comprovação total da cadeia produtiva

“A União Europeia não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Se o Brasil não demonstrar, de forma verificável, que cumpre as regras de uso de antimicrobianos e de rastreabilidade animal, o impacto será duradouro”, afirma a especialista.

De acordo com ela, a exigência europeia não se limita a boas práticas declaradas, mas envolve auditorias, registros completos e rastreabilidade individual dos animais ao longo de toda a cadeia produtiva — do campo ao processamento industrial.

Governo tenta resposta técnica, mas desafio é estrutural

O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que está reunindo relatórios técnicos e dados de fiscalização para encaminhamento às autoridades europeias. O objetivo é esclarecer pontos regulatórios e demonstrar avanços recentes na governança sanitária brasileira.

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Apesar da movimentação diplomática e técnica, o desafio estrutural permanece: a União Europeia condiciona qualquer reabilitação do Brasil à comprovação prática e contínua de conformidade em toda a cadeia produtiva.

Proibição de antibióticos não resolve o problema sozinha

Em abril de 2026, o governo federal proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, incluindo substâncias como avoparcina, bacitracina e virginiamicina.

A medida foi considerada um avanço regulatório importante, mas, segundo especialistas, ainda insuficiente para atender integralmente às exigências europeias. A UE também demanda sistemas robustos de rastreabilidade individual, auditorias independentes e documentação completa de conformidade sanitária.

Falhas de rastreabilidade e desigualdade regional preocupam

Uma investigação conduzida pela Irish Farmers’ Association em quatro estados brasileiros, no segundo semestre de 2025, apontou que a adequação plena às exigências europeias tende a ser um processo de longo prazo.

O relatório identificou inconsistências documentais, fragilidades nos sistemas de rastreabilidade e grande variação entre regiões e perfis de produtores.

Pressão internacional deve aumentar nos próximos anos

Além da pauta sanitária, a resistência antimicrobiana (AMR) tem ganhado espaço nas discussões globais e pode ampliar barreiras comerciais em diferentes mercados.

Outro fator de pressão é o avanço do Regulamento Europeu de Desmatamento (EUDR), que deve entrar em vigor no segundo semestre de 2026, impondo novas exigências ambientais para exportadores de commodities agropecuárias.

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Impacto econômico já preocupa exportadores

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes para a União Europeia, equivalente a 368,1 mil toneladas. O bloco europeu é hoje o segundo principal destino em valor para as proteínas brasileiras.

Com a suspensão, o setor já observa pressão sobre contratos futuros e renegociações internacionais. Caso a situação não seja resolvida com rapidez e estruturação técnica, a perda potencial pode se aproximar de US$ 2 bilhões anuais.

Conclusão: tempo, governança e integração serão decisivos

Especialistas apontam que o Brasil possui capacidade técnica para atender às exigências internacionais, mas precisa acelerar a integração entre setor público e cadeia produtiva privada.

“O Brasil tem capacidade técnica para atender às exigências, mas precisa agir com velocidade. Cada mês de atraso representa perda de mercado e de credibilidade”, destaca Ieda Queiroz.

O cenário reforça que o futuro da competitividade da carne brasileira no mercado global dependerá menos de normas isoladas e mais de sistemas integrados, auditáveis e contínuos de conformidade sanitária e rastreabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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