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Prefeito e vice-governador vistoriam antigo Caic e anunciam Centro Integrado de Serviços no Pedra 90

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, vistoriaram na manhã deste sábado (28) as estruturas da antiga Escola Estadual Professor Rafael Rueda, o Caic, no bairro Pedra 90. Durante coletiva à imprensa, eles firmaram o compromisso de transformar o espaço em um Centro Integrado de Serviços Públicos, reunindo atendimentos municipais e estaduais em um único local para atender a população da região Sul da capital.

A proposta é instalar no prédio uma unidade do Ganha Tempo, sob responsabilidade do Governo do Estado, além de serviços da Polícia Militar. A Prefeitura de Cuiabá deve incorporar ao projeto atendimentos da assistência social, da Secretaria da Mulher, especialidades médicas, fisioterapia, além de ações nas áreas de esporte e educação. Também está prevista a revitalização da quadra poliesportiva existente no complexo.

Segundo o prefeito, a iniciativa representa uma ação conjunta entre Município e Estado. “É uma ação integrada. O município já iniciou as intervenções, como a derrubada do muro, e entra como parceiro na implementação dos serviços. Queremos trazer especialidades médicas, assistência social e fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres, garantindo uma rede de suporte completa para o Pedra 90”, afirmou Abilio.

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Ele destacou ainda que o objetivo é concentrar diferentes atendimentos em um único endereço, facilitando o acesso da população. “Vamos unir serviços do município com o Ganha Tempo do Estado e a presença da Polícia Militar. A ideia é transformar esse espaço em um polo de cidadania, com mais eficiência e comodidade para os moradores”, completou.

O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou a importância da parceria institucional. “O Governo do Estado vai assumir a parte estrutural da reforma e instalar o Ganha Tempo. Essa união com a Prefeitura fortalece a prestação de serviços e aproxima o poder público da comunidade”, declarou.

Após a visita ao Caic, as autoridades seguiram para a Policlínica do Pedra 90, onde realizaram vistoria técnica no novo serviço de raio-X, que entra em funcionamento na próxima segunda-feira (2). A previsão é de que sejam realizados cerca de 1.300 exames por mês, ampliando o acesso a diagnósticos por imagem e reduzindo a necessidade de deslocamento para outras unidades.

A agenda contou com a presença de secretários municipais, deputado estadual, vereadores e lideranças comunitárias da região, reforçando o caráter institucional da visita e o compromisso conjunto com a ampliação e qualificação dos serviços públicos no Pedra 90.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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