AGRONEGÓCIO

Prefeito e vice anunciam melhorias na Avenida Parque do Barbado

Publicado em

O prefeito Abilio Brunini e a vice-prefeita e secretária municipal de Mobilidade Urbana (Semob), coronel Vânia Rosa, vistoriaram a Avenida Parque do Barbado, nesta quarta-feira (2) para definir as intervenções que serão implementados na via. A iniciativa atende uma reivindicação dos moradores dos bairros Renascer, Jardim Leblon e Pedregal, devido ao alto índice de sinistros no local. Os motoristas não estariam respeitando a faixa de pedestre, mesmo com placas orientativas. Por determinação do Executivo a avenida passará a ter quatro faixas de pedestre, faixa elevada e redutores de velocidade. Os serviços deverão começar ainda nesta semana.

“Essa Avenida é de alto fluxo. Foi construída para dar maior celeridade de vasão de um pessoal que vem de uma região para outra, com destino a região sul do município de Cuiabá. Contudo, ela acabou dividindo duas comunidades que têm todos os serviços interligados. Por exemplo, o serviço de saúde ou de escola do bairro Renascer está ligado diretamente ao bairro Pedregal, e isso força uma travessia de pedestre muito constante, principalmente de crianças e idosos que têm que transitar para os Centros Comunitário e de saúde ou as comunidades escolares. Com isso, traz risco a vida dessas pessoas aqui”, explicou o prefeito.

Ele ainda citou a manifestação realizada pelos moradores, e que respeita, porque uma vida se perdeu. E o protesto era um pedido por segurança no local.

“Acidente com motos acontecem direto. Quando vão virar para entrar no bairro o motorista passa direto e atropela. Se param para dar passagem na faixa, o motorista derruba batendo na traseira. Precisa de faixa elevada, vai melhorar”, defendeu o comerciante Ivonaldo Gomes Mendes.

Leia Também:  Secretário destaca valorização das artes marciais com nova estrutura do Governo do Estado em Cuiabá

“Os motoristas não obedecem a faixa mesmo com a placa indicando para reduzir a velocidade. Já perdi dois amigos aqui atropelados. Meu tio também foi atropelado, mas não foi tão grave”, disse Joari Barbosa, morador do bairro Renascer.

A decisão do prefeito e da vice de irem ao local teve como objetivo planejar imediatamente as medidas que serão adotadas.

“A gente entendeu que teremos quatro faixas elevadas. Uma delas será lá na entrada da via, saindo da Avenida das Torres ao entrar para o Parque Barbado, porque algumas culturas de uso de rotatórias estão equivocadas e acabam gerando acidentes também”, definiu.

Segundo o prefeito, a prioridade é trazer segurança para o local, melhorar a mobilidade com segurança para o ciclista, pedestre e motorista que faz o uso da via.

Na oportunidade o prefeito ouviu moradores que fizeram alguns apontamentos, incluindo a questão da iluminação, devido lâmpadas queimadas. E garantiu que vai melhorar a região, mantendo o diálogo com o Governo de Estado, que construiu a Avenida Parque do Barbado para viabilizar as lâmpadas.

Ao concluir, Abilio pediu mais atenção aos motoristas. “É importante o motorista se atentar ao uso das rotatórias. A faixa da direita é preferencialmente para virar à direita. Não é para pegar a faixa da direita de uma via de abaulamento para seguir reto dentro de uma rotatória. E o mesmo para a faixa da esquerda para acessar a rotatória. Não dá para você pegar a faixa da esquerda de acesso a uma rotatória e cruzar sobre a faixa da direita para ter acesso. Então, essas culturas de uso de uma rotatória é uma falha cultural, é uma falha da educação do trânsito que vem se arrastando há muito tempo. Mas. acredito que com uma boa educação de trânsito, com a conscientização da população, a gente vai avançar e ter a melhora pretendida dos usos das rotatórias. Isso vai melhorar inclusive o fluxo das rotatórias e vamos ter maior segurança para as pessoas”, explicou.

Leia Também:  FPA reforça necessidade da Reforma Tributária corrigir a cesta básica

Em relação a educação no trânsito a vice-prefeita e secretária da Semob, coronel Vânia Rosa destacou as campanhas e palestras educativas que são realizadas constantemente e reforçou que em se tratando de trânsito, é preciso desacelerar.

“Nós temos uma temática, que é desacelerar e respeitar a via. A cidade está em construção, transitar, muitas vezes, tem sido difícil e as pessoas saem em cima do horário para cumprir. Eu faço um pedido, a cidade já tá bastante movimentada, com transtorno nas vias, mas tudo em prol de razão maior, de melhorias. Não dá para executar a sinalização adequado no trânsito sem antes ter as obras concluídas. Então, saem um pouquinho antes, observa mais, tenha mais prudência, dirija para você e para o outro. O trânsito não é só pra condutor de veículo, é também para o pedestre. Seja gentil, tenha um pouco de empatia. Desacelere a mente para desacelerar as demais atribuições que são tão cobradas da vida social. O bem maior é a vida”, frisou a coronel.

A vice-prefeita acompanhou e sugeriu sobre a logística das implementações definidas para o local.

O vereador Marcrean Santos esteve presente na vistoria e agradeceu o prefeito pela condução do caso em resolver um pedido de tempos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

Published

on

O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

Leia Também:  Secretário destaca valorização das artes marciais com nova estrutura do Governo do Estado em Cuiabá

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Leia Também:  Syngenta abre 25 vagas em Programa de Estágio para jovens no agronegócio

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA