AGRONEGÓCIO

Prefeito e primeira-dama lamentam perda de matriarca de Dante de Oliveira

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a primeira-dama, Samantha Iris, manifestam profundo pesar pelo falecimento de Maria Benedita Martins de Oliveira, ocorrido nesta segunda-feira (12), aos 104 anos, em Cuiabá.

Conhecida carinhosamente como Dona Maria, ela construiu uma trajetória marcada pela fé, pela dedicação à família e pelo compromisso com a cidadania. Mãe do ex-governador de Mato Grosso e ex-prefeito de Cuiabá Dante de Oliveira, foi uma das grandes referências morais e afetivas de uma família que deixou marcas profundas na história política e social do estado e do país.

Dona Maria acompanhou de perto a trajetória pública do filho Dante, autor da histórica emenda das *Diretas Já*, que se tornou símbolo da luta pela redemocratização do Brasil. Mesmo afirmando não gostar de política, nunca se omitiu quando se tratava de apoiar seus familiares e defender aquilo em que acreditava, exercendo até o fim o direito ao voto e o compromisso com a democracia.

Ao longo de mais de um século de vida, foi exemplo de coragem, perseverança e amor, reunindo gerações em torno de valores como união, respeito e responsabilidade com o próximo. Seu legado ultrapassa os laços familiares e se confunde com a própria história de Cuiabá, cidade onde viveu, criou seus filhos e se tornou uma figura querida e respeitada.

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“Nos solidarizamos com todos os familiares e amigos neste momento de dor, especialmente com os descendentes de Dante de Oliveira, na certeza de que a memória, os ensinamentos e a força de Dona Maria continuarão vivos no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la”, destacou o prefeito Abilio Brunini.

A primeira-dama e vereadora Samantha Iris também enfatizou a grande perda para os cuiabanos e mato-grossenses. “Dona Maria era símbolo de fé, força feminina e mulher símbolo de luta. Ela certamente deixará grande saudade e exemplos de vida a todos nós”, disse.

A Prefeitura de Cuiabá se une à família Oliveira em luto, desejando conforto diante dessa perda irreparável.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz enfrenta travamento nas negociações e pressão nos preços em maio

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O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de maio em um ambiente de forte defensividade, marcado por baixa liquidez, negociações lentas e dificuldade crescente na formação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva. O cenário reflete a perda de sintonia entre produtores, indústrias beneficiadoras e varejo, ampliando a fragilidade comercial do setor.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o fluxo de comercialização segue limitado no mercado físico, com negócios acontecendo de forma pontual e sem presença significativa de compradores. As referências permanecem abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país.

Em Santa Catarina, as indicações de preços variam predominantemente entre R$ 52 e R$ 56 por saca, reforçando o movimento de pressão observado no Sul do Brasil.

Segundo o analista e consultor Evandro Oliveira, o mercado atravessa um momento de fragmentação entre os diferentes segmentos da cadeia. Enquanto os produtores tentam evitar novas reduções diante das margens apertadas, a indústria mantém postura cautelosa nas aquisições e o varejo segue pressionando os preços de reposição.

“O setor vive um cenário de travamento operacional, com baixa previsibilidade comercial e dificuldade de alinhamento entre produção, beneficiamento e supermercados”, aponta o consultor.

Produto beneficiado se torna gargalo nas negociações

O arroz beneficiado voltou a ganhar destaque como um dos principais pontos de dificuldade do mercado neste momento. A desaceleração nas vendas no varejo tem reduzido o ritmo das compras por parte das grandes redes supermercadistas, afetando diretamente o escoamento do produto industrializado.

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Segundo agentes do setor, o consumo mais retraído e a maior seletividade dos consumidores têm limitado o giro nas gôndolas em diversas regiões do país. Com isso, os supermercados seguem reduzindo volumes de compra e pressionando ainda mais os preços negociados com a indústria.

Cenário internacional traz sinais mais positivos

Apesar das dificuldades no mercado doméstico, o setor começa a observar fatores externos que podem contribuir para uma melhora gradual do ambiente comercial nos próximos meses.

Entre os elementos considerados mais favoráveis estão as dificuldades competitivas enfrentadas pelos Estados Unidos, a recente valorização dos preços do arroz na Ásia e os riscos climáticos globais que podem impactar a oferta mundial do cereal.

Esses fatores vêm sendo monitorados pelo mercado como possíveis sustentadores de preços no médio prazo, especialmente caso ocorram ajustes na oferta internacional.

Preço do arroz acumula forte queda em 2025

No fechamento do dia 28 de maio, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul — produto com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista — foi cotada a R$ 59,49.

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O valor representa recuo de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, a desvalorização chega a 6,61%. Já frente ao mesmo período de 2025, a queda acumulada atinge 18,87%, refletindo o momento de fragilidade vivido pelo mercado arrozeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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