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Prefeito anuncia vertente “Lotes Urbanizados” dentro do Casa Cuiabana

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A Prefeitura de Cuiabá lançará uma nova vertente habitacional dentro do programa Casa Cuiabana, denominada Lotes Urbanizados. O anúncio foi feito nesta terça-feira (23) pelo prefeito Abilio Brunini.

Segundo o prefeito, os Lotes Urbanizados integram o Casa Cuiabana, que reúne as iniciativas municipais de política habitacional. Atualmente, os investimentos são feitos com recursos próprios do município, mas há tratativas para ampliar a parceria com o Governo do Estado.

“O Casa Cuiabana engloba tudo, e os Lotes Urbanizados fazem parte dele. Hoje estamos utilizando apenas recursos municipais, mas já estamos conversando com o governo do Estado para que possa contribuir também”, explicou Abilio Brunini.

A proposta dialoga com a realidade do Contorno Leste, região que concentra famílias em situação de vulnerabilidade habitacional. A Prefeitura está organizando a assistência às famílias de forma planejada, por meio de um processo de cadastramento. O objetivo é identificar quem realmente reside na área e precisa de apoio, garantindo que ninguém fique desabrigado.

Outro ponto destacado é que o cadastro das quase 84 mil famílias inscritas no Casa Cuiabana poderá ser aproveitado no novo formato, sem necessidade de abertura de inscrições adicionais. A lista de pessoas habilitadas para o sorteio será divulgada no próximo dia 30 de setembro, nos canais oficiais da Prefeitura.

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A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, destacou a importância da medida. “Os Lotes Urbanizados são uma forma de ampliar o alcance do Casa Cuiabana e atender famílias que vivem em áreas vulneráveis, com um processo transparente e criterioso. Nossa prioridade é garantir moradia digna e segurança jurídica para quem mais precisa”, afirmou.

Critérios e restrições

Assim como em outras modalidades do Casa Cuiabana, os Lotes Urbanizados seguirão normas rígidas de seleção. Não puderam se inscrever pessoas já contempladas em programas habitacionais do município ou que possuam imóvel próprio, seja como proprietário, cessionário ou promitente comprador. Além disso, a renda familiar não pode ultrapassar R$ 2.850,00.

Todos os interessados assinaram uma declaração sobre essas condições, sujeita à análise da Secretaria Municipal de Habitação.

A seleção seguirá os critérios definidos pelo Ministério das Cidades (Portarias nº 738/2024 e nº 1.395/2024) e pela Portaria Municipal nº 01/2025. Entre os fatores de priorização nacional estão:

– Mulher responsável pela unidade familiar;

– Presença de pessoa negra na composição familiar;

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– Pessoa com deficiência;

– Idoso na composição familiar;

– Presença de criança ou adolescente;

– Pessoa com câncer ou doença rara, crônica ou degenerativa;

– Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar;

– Integrantes de povos indígenas ou quilombolas;

– Residentes em áreas de risco;

– Pessoas que tiveram contratos habitacionais rescindidos involuntariamente.

Para a comprovação, será exigida documentação específica, além do Número de Identificação Social (NIS). Com o anúncio, a Prefeitura de Cuiabá reforça sua política habitacional, ampliando alternativas para garantir moradia digna e inclusiva à população.

#PraCegoVer
A imagem mostra a paisagem do Centro Histórico de Cuiabá. À direita, destaca-se a Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus, imponente e visível no cenário urbano.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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