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Horto Florestal se prepara para reabertura com limpeza feita por reeducandos

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), realizou neste sábado (31) um mutirão de limpeza no Horto Florestal Tote Garcia, com a participação de 15 reeducandos, em parceria com a Fundação Nova Chance (Funac). A ação ocorreu das 7h às 11h e integra os preparativos para a reabertura do espaço à visitação pública.

Durante o mutirão, foram realizados serviços de capinação, recolhimento de lixo e limpeza geral, além de pequenos ajustes e adequações nas trilhas e em outras áreas do horto. O trabalho faz parte do cronograma de manutenção intensificada do local.

O diretor de Planejamento Ambiental, Fábio Moura, que acompanhou os serviços no local, estima que a reabertura ocorrerá entre o final de março e o início de abril. Segundo ele, além da manutenção realizada de segunda a sexta-feira, mais três mutirões aos sábados deverão ocorrer para acelerar os trabalhos.

“A visitação está temporariamente suspensa por segurança, principalmente por causa das pontes danificadas, que começarão a ser recuperadas nos próximos dias em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Obras”, explicou Fábio.

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Mesmo com a suspensão da visitação, os serviços no Horto Florestal seguem ativos, especialmente a produção e doação de mudas. Cada pessoa pode retirar até duas mudas por CPF. Para solicitações em maior quantidade, é necessário encaminhar um ofício pelo e-mail [email protected] , da Secretaria, para análise e autorização.

O secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, ressaltou que o mutirão com reeducandos faz parte de um processo mais amplo de reestruturação do espaço.

“Estamos ampliando os serviços no horto para garantir uma reabertura segura e completa. As trilhas estão sendo limpas e as pontes restauradas para que possamos retomar as visitas, especialmente das escolas que desenvolvem projetos de educação ambiental”, afirmou.

Portocarrero lamentou o estado de abandono em que a atual gestão recebeu o Horto e garantiu que a revitalização do local é uma determinação do prefeito Abilio Brunini.

“Infelizmente, recebemos o Horto com as pontes destruídas. Não tínhamos condições de recursos e, agora, estamos conseguindo avançar com o apoio do Juvan, que é o Juizado Ambiental, responsável pela doação da madeira já entregue ao Horto. Nesta semana, devem começar as obras de restauro das pontes e, simultaneamente, a limpeza das trilhas”, destacou o secretário.

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Uma nova ação de limpeza no Horto Florestal está prevista para o dia 14 de fevereiro, dentro da proposta de mutirões mensais. Além da manutenção, o espaço recebeu uma estufa doada pelo Indea/Empaer, que já está instalada e em pleno funcionamento, fortalecendo a produção de mudas e consolidando seu papel estratégico nas ações ambientais e de arborização urbana do município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

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Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

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Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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