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Prefeito anuncia prêmios de R$ 10 mil e bônus salarial aos professores e técnicos em Cuiabá

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O prefeito Abilio Brunini lançou, na segunda-feira (29), um programa de valorização financeira para professores e técnicos da educação pública. Pelo projeto, as melhores escolas, professores e servidores receberão adicionais em seus salários pagos no final do ano. O bônus salarial é para os técnicos e professores que contribuírem para a melhoria da educação pública.

Todos os profissionais que comprovadamente promoverem avanço de, no mínimo, 20% na aprendizagem dos estudantes serão contemplados. Será pago R$ 1,5 mil aos professores do ensino fundamental, R$ 1,2 mil aos profissionais da educação infantil e R$ 800 aos demais profissionais da educação, como técnicos de nutrição escolar, por exemplo.

Os dez melhores professores do 1º ao 5º ano, assim como aqueles que atuam na sala de recomposição da aprendizagem, receberão, cada um, a quantia de R$ 10 mil. Todos esses pagamentos ocorrerão em dezembro.

As dez escolas que apresentarem a melhor nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) receberão, individualmente, o prêmio de R$ 20 mil.

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O prefeito Abilio Brunini afirma que se trata de investimentos para incentivar a aprendizagem dos estudantes, lembrando que a responsabilidade constitucional do município é garantir eficiência do ensino público nas séries iniciais. “É um investimento porque só tem retorno favorável a todos nós. Queremos os melhores profissionais e sempre bem remunerados”, afirma.

A primeira-dama, Samantha Iris, ressalta a importância social da ação do Executivo. “É importante ressaltar que essa melhoria e bonificação vão garantir não apenas uma melhor remuneração aos professores e servidores, mas também incentivar o melhor desempenho dos estudantes. E são resultados que realmente importam na educação pública”.

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, destaca que a bonificação vai contemplar todos os profissionais que se dedicam diariamente a alcançar os melhores resultados da educação pública.

“Todos na escola ajudam a melhorar a aprendizagem e serão recompensados no final do ano pelo desempenho diário e compromisso com a educação”.

O objetivo principal e central do projeto é melhorar a qualidade do ensino e impactar positivamente a aprendizagem das crianças.

Impacto financeiro

Cuiabá tem 3.277 professores da educação básica, 3.434 técnicos de desenvolvimento infantil e 3.530 técnicos, totalizando 10.241 servidores públicos.

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A premiação às dez melhores escolas com desempenho no Ideb representará um investimento de R$ 200 mil. Já a bonificação aos 60 melhores professores representará um investimento de R$ 600 mil.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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