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Desempenho modesto na comercialização de algodão em janeiro reflete impacto das férias coletivas

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Ao longo do último mês, a comercialização da pluma de algodão registrou uma performance aquém do esperado, com uma moderação nas transações ao longo da última semana de janeiro, refletindo a influência das férias coletivas. Na esfera disponível, observaram-se negócios esporádicos, alguns programados para entrega em oito dias, notadamente no segmento da indústria doméstica. No âmbito das operações de trading, o foco esteve majoritariamente direcionado para prazos mais estendidos, aproximadamente 30 dias, conforme reportado pela SAFRAS Consultoria.

No início do mês de fevereiro, a cotação do algodão entregue às fábricas no Sudeste situou-se em torno de R$ 4,00/libra-peso, representando uma desvalorização de 1,23% em relação à marca de R$ 4,05/libra-peso negociada na semana precedente (25 de janeiro). Comparativamente, no mesmo período do mês anterior, a pluma era cotada a R$ 3,98/libra-peso, resultando em um aumento de 0,50%.

No contexto das exportações, a pluma de algodão posicionada no porto FOB exportação de Santos encerrou cotada a 77,65 centavos de dólar/libra-peso. Numa perspectiva semanal e mensal, ocorreu uma retração de 0,75%, frente aos 78,23 centavos/libra-peso registrados na semana e mês anteriores. Essa dinâmica de valores ampliou o diferencial da pluma, refletindo-se em um prêmio de -8,84 centavos/libra-peso na Bolsa de Nova York para o contrato Março/24. Há uma semana, esse indicador estava negativo, marcando -7,53 centavos/libra-peso, enquanto há um mês situava-se em -4,06 centavos/libra-peso em relação ao ICE US.

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No que tange às projeções mundiais para a safra 2023/2024, o Comitê Internacional do Algodão (ICAC) estima uma produção global de 24,480 milhões de toneladas, em comparação com os 24,843 milhões da safra anterior (2022/23), conforme divulgado em janeiro pela entidade. O consumo mundial de algodão para o mesmo período é projetado em 23,762 milhões de toneladas, enquanto as exportações estão estimadas em 8,898 milhões de toneladas, superando os 8,058 milhões da temporada anterior (2022/23). Os estoques finais para 2023/2024 foram previstos em 22,011 milhões de toneladas, representando um aumento em relação aos 21,225 milhões de toneladas registrados na temporada 2022/23.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão recua na Bolsa de Nova York após sequência de altas e mercado acompanha avanço da safra brasileira

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Após semanas consecutivas de valorização, os preços do algodão passaram a registrar recuo na Bolsa de Nova York. A movimentação foi destacada em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, que aponta mudanças no cenário climático e no mercado global de commodities como os principais fatores de pressão sobre as cotações da pluma.

Segundo o instituto, o contrato do algodão com vencimento em julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação aos níveis observados no começo de março.

No entanto, o movimento perdeu força nos últimos dias, e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso, refletindo uma correção do mercado após a forte alta recente.

Clima nos EUA e petróleo influenciam mercado da pluma

De acordo com o relatório, a valorização observada anteriormente foi impulsionada por fatores como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos.

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Com a recuperação das condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, o mercado passou a reavaliar os riscos relacionados à oferta global da fibra.

Outro fator que contribuiu para a retração das cotações foi a queda nos preços do petróleo. Esse movimento aumenta a competitividade das fibras sintéticas derivadas do petróleo em relação ao algodão, reduzindo parte da demanda pela fibra natural no mercado têxtil internacional.

Correções técnicas e safra brasileira ampliam pressão

Além dos fundamentos ligados ao clima e ao petróleo, o mercado também registrou movimentos de realização de lucros e correções técnicas após sucessivas sessões de valorização na Bolsa de Nova York.

O início da colheita da safra brasileira também passou a ocupar o radar dos investidores e agentes do setor.

O avanço da oferta de pluma no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de algodão, tende a ampliar a disponibilidade global da fibra nas próximas semanas, cenário que pode continuar pressionando os preços internacionais.

Mercado segue atento ao comportamento da demanda global

Mesmo com o recente recuo, analistas avaliam que o mercado do algodão ainda permanece sensível a fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.

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A evolução da safra norte-americana, o ritmo das exportações brasileiras e o comportamento da demanda da indústria têxtil global continuarão sendo determinantes para a direção das cotações nos próximos meses.

Além disso, o setor acompanha de perto os movimentos do petróleo e das fibras sintéticas, que exercem influência direta sobre a competitividade do algodão no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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