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Prefeito anuncia Michelle Dreher como nova secretária de Habitação de Cuiabá

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Durante audiência pública realizada na noite de sexta-feira (21) na Câmara Municipal de Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini anunciou Michelle Dreher como a nova titular da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária. Dreher, que já atuava como secretária-adjunta da pasta, dará continuidade ao trabalho que vinha desempenhando, agora à frente da gestão. Com a decisão, Michelle passa a ser a 9º mulher no comando de secretaria nesta gestão.

A mudança ocorre junto à reestruturação da administração municipal, que também inclui a permanência de Willian Campos apenas na chefia de gabinete do prefeito. “Willian desempenhou um papel fundamental na pasta e agora continua conosco no desafio estratégico da chefia do gabinete. Também desempenhou um excelente papel na nossa equipe desde a transição e agora passa o bastão de vez para a nova secretaria. Já Michelle conhece os projetos e dará continuidade ao nosso compromisso com a habitação digna para os cuiabanos”, afirmou Brunini.

Durante o período a frente da pasta de Habitação, o secretário Willian Campos promoveu convênios para construir 750 unidades habitacionais, deu entrada em mais de 7 mil títulos em cartórios e criou fluxo administrativo e reforma administrativa na Secretaria de Habitação. “Me sinto feliz em ter ajudado e tranquilo em passar o bastão para a Michelle, que é uma pessoa competente, comprometida e muito humana para cuidar de pessoas e dos direitos das pessoas. Vamos fazer história na habitação e se Deus quiser vamos conseguir ajudar as pessoas a realizar seus sonhos”, disse Willian, que continua na gestão como chefe de gabinete do prefeito Abilio.

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Moradia digna e regularização fundiária

Para Abilio, a entrega de títulos significa estabilidade no lar das pessoas. “Nosso compromisso é garantir que cada cidadão possa dizer, com segurança, que seu lar é seu de fato e de direito. A entrega desses títulos em cartório representa mais do que um documento: significa estabilidade, segurança jurídica e dignidade para milhares de famílias cuiabanas. E mais, vamos fazer o maior programa de regularização fundiária sem época de eleição, sem falsas promessas e trabalhando de verdade para as pessoas”, destacou.

A audiência pública, proposta pela vereadora Dra. Mara, discutiu desafios e perspectivas para a habitação na capital. Durante o evento, Brunini reforçou os planos da gestão para impulsionar projetos habitacionais, melhorar a infraestrutura dos bairros e ampliar a regularização fundiária.

“Estamos trabalhando para que cada bairro de Cuiabá se desenvolva com estrutura adequada, serviços essenciais e moradias legalizadas. A cidade precisa crescer de forma organizada, com planejamento e atenção às necessidades da população”, pontuou.

Abilio falou também da região do Contorno Leste, que hoje está ocupada e, segundo o Ministério Público, a área não poderia estar ocupada. “Antes de qualquer lazer vem a moradia. Infelizmente nem todo mundo enxerga como eu enxergo. Lá é uma vida difícil, não tem rede esgoto, energia, água. Ninguém escolhe morar nessas condições. Mas no que depender de minha vontade e nos planos do nosso Governo, e apoio do MP, o Contorno Leste será uma região muito bem desenvolvida”, disse o prefeito.

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Ainda falando na região do Contorno, Abilio lembrou que a antiga gestão fez uma obra mal elaborada e deixou o local até sem iluminação, causando morte de motociclistas na pista. “Eu fiquei muito triste e até chorei quando vi essas irregularidades. Vidas se perderam. Contudo, estamos lutando muito para resolver o problema e vamos enviar nossa equipe de Assistência Social para colher as demandas”, afirmou.

A nova secretária de Habitação de Cuiabá, Michelle Dreher falou sobre reestruturação dos projetos de reconstrução de áreas verdes e Apps de Cuiabá. No entanto, nada é da noite pro dia. “Saibam que estamos estudando e trabalhando para resolver o problema. Os estudos técnicos são complexos, mas estamos empenhando e estamos estudando caso a caso. Estamos dispostos a fazer planos de compensação, sabendo que o direito de moradia é prioridade. A missão nossa é resolver os problemas de bairros. Agradeço ao prefeito pela oportunidade e confiança no trabalho”, disse a nova secretária.

#PraCegoVer

A foto mostra a nova secretária de roupa social, sorrindo para a câmera em uma foto de estúdio.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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