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Prefeito anuncia funcionamento ampliado do Complexo Passaredo durante Carnaval

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O campo society da Praça Poliesportiva Cristiano Justino Feo Roza, conhecida como Praça do Passaredo, recebeu uma partida festiva nesta quarta-feira (11). O evento celebrou não apenas o futebol, mas também a ampliação do funcionamento do espaço público durante o período de Carnaval, garantindo mais acesso à comunidade.

Um amistoso entre moradores e o prefeito Abilio Brunini marcou a retomada das atividades esportivas no local. O futebol feminino também ganhou destaque, com a participação de jogadoras da própria comunidade, incentivando a presença das mulheres no esporte e ampliando a participação popular.

Acompanhado da primeira-dama e vereadora por Cuiabá, Samantha Iris, o prefeito determinou que a iluminação permaneça ligada durante toda a noite e que o horário de funcionamento seja ampliado, especialmente em períodos como o Carnaval, quando crianças e adolescentes estão sem aula.

“Quero jogos acontecendo aqui todos os dias. Neste período de Carnaval, deixa aberto todos os dias. É um período sem aula, e as crianças podem aproveitar, especialmente no horário noturno, quando o risco de insolação é menor. Podem jogar o quanto quiserem”, afirmou Abilio.

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A vereadora Michelly Alencar também participou da abertura do Complexo Passaredo à comunidade. Considerado um dos mais estruturados de Cuiabá, o espaço foi revitalizado e entregue em dezembro de 2025, ampliando o acesso da população a atividades gratuitas de esporte e lazer.

De acordo com o secretário municipal de Esportes e Lazer, Jefferson Neves, a meta da gestão é garantir o uso dos espaços esportivos pelo maior tempo possível. Segundo ele, muitos bairros contam apenas com essas áreas como opção de lazer, o que torna injustificável mantê-las fechadas.

“O objetivo das revitalizações é permitir o uso 24 horas por dia, sempre que possível. Em muitos bairros, esses são os únicos espaços de lazer disponíveis. Não é justo que as crianças precisem jogar na rua enquanto os campos permanecem fechados. Como este campo tem grama natural, em alguns momentos será necessário interromper o uso para manutenção”, explicou.

Para os frequentadores, a diferença também é financeira e social. A moradora Lorraine Roberta destacou que antes era preciso pagar cerca de R$ 120 por hora para alugar um campo particular. “É muito bom ter um campinho assim para jogar quando quiser, sem pagar. Muitas meninas deixavam de jogar porque era caro. Agora ficou muito melhor”, afirmou.

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A líder esportiva Bruna Ribeiro da Silva ressaltou o impacto positivo para crianças, jovens e atletas da região. Integrante de equipe feminina e organizadora de eventos esportivos, ela defendeu mais incentivo ao futebol feminino. “Há muitas meninas talentosas em Cuiabá que só precisam de oportunidade. Precisamos de mais atenção e apoio ao esporte feminino”, pontuou.

Localizado na Rua F, no bairro Jardim Passaredo, o Complexo conta com campo society, quadras, parque infantil, iluminação em LED, paisagismo renovado, espaços culturais como cine pipoca e teatro, além de bancos e adequações de acessibilidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

Novo Estudo Radar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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