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Prefeito anuncia ações continuadas para mulheres em evento na Praça Alencastro

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Durante a “Semana da Mulher”, realizada nesta quarta-feira (12) na Praça Alencastro, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que sua gestão pretende ampliar e manter de forma continuada as políticas públicas voltadas às mulheres. O evento, promovido pela Secretaria Municipal da Mulher, reuniu serviços gratuitos de saúde, emprego, finanças e empreendedorismo.

Em meio às atividades, Abilio reforçou a necessidade de descentralizar essas ações, levando-as para todas as regiões da capital. “A gente precisa cada vez mais de eventos como esse. Esse aqui é o início de um novo tempo para as mulheres. Nosso objetivo é expandir essas ações para os bairros mais distantes, garantindo acesso a serviços essenciais”, afirmou.

A primeira-dama e vereadora Samantha Iris também enfatizou a importância de tornar as iniciativas perenes. “Essas ações precisam ocorrer o ano inteiro. Muitas mulheres não encontram acolhimento adequado, e nosso papel é fortalecer esse apoio de forma contínua”, disse. Ela ainda ressaltou o papel da Secretaria da Mulher na capacitação e desenvolvimento econômico e social das cuiabanas.

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Entre os serviços oferecidos na feira, estavam atendimentos odontológicos, exames preventivos, planejamento familiar, orientação jurídica e consultoria financeira. O evento também contou com a participação da Delegacia da Mulher e da Patrulha Maria da Penha, que prestaram orientações sobre prevenção e combate à violência contra mulheres.

Com menos de três meses à frente do Executivo municipal, Abilio ressaltou que sua prioridade é organizar as contas da prefeitura e investir em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. “Estamos cortando gastos supérfluos e focando no que realmente importa. Eventos como esse são resultado de parcerias que nos ajudam a economizar e a oferecer um atendimento mais eficiente”, destacou.

#PraCegoVer

Na imagem principal, o prefeito Abilio Brunini e a primeira-dama Samantha Iris fazem uma self com uma senhora de óculos. Ao fundo várias barraquinhas onde estão sendo feitos os serviços na Praça Alencastro. Na galeria, outras imagens mostram mulheres sendo atendidas em diversas frentes, como corte de cabelo, manicure, assessoria jurídica, vacinação e aferição de pressão.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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