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Prefeito Abilio articula com Nova Rota do Oeste melhorias para o Distrito Industrial

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu representantes da concessionária Nova Rota do Oeste e empresários do Distrito Industrial para tratar de soluções estruturais voltadas à mobilidade urbana e à infraestrutura da região. O encontro foi considerado decisivo para avançar em melhorias nos acessos da BR-364, drenagem e organização do fluxo de veículos pesados. O encontro contou também com a participação de Reginaldo Alves Teixeira, secretário Municipal de Obras.

A reunião contou com a participação de Roberto Madureira, diretor institucional da Nova Rota do Oeste, e de Domingos Kennedy, representante da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá. Na pauta, os principais gargalos enfrentados diariamente por trabalhadores e empresas instaladas na região, especialmente no trecho entre o viaduto e a Rodovia dos Imigrantes.

O prefeito destacou que a concessionária apresentou um projeto preliminar com intervenções importantes. “A Nova Rota já trouxe uma proposta, um projeto bem importante, que vai trazer melhorias para o Distrito. Acredito que os acessos vão melhorar bastante. Eles ouviram todas as reclamações feitas na última reunião e apresentaram soluções que atendem a maioria das reivindicações”, afirmou Abilio.

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Ele também ressaltou que parte do trecho ainda está sob responsabilidade do DNIT, o que exige articulação institucional. “Tem situações que dependem do DNIT. Nosso compromisso é cobrar os órgãos responsáveis e deixar a infraestrutura da prefeitura pronta para agir assim que houver autorização”, completou.

Kennedy avaliou o encontro de forma positiva. “Saímos com boa expectativa. A Rota do Oeste se propôs a elaborar os projetos para solucionar os problemas de acesso pela 364 e pela Imigrantes. São três pontos principais: drenagem, fluxo da BR-364 e dificuldade de acesso ao Distrito. Também ficou encaminhada a ampliação de três a quatro novos acessos”, destacou. Ele ainda reforçou a necessidade de ampliar o sistema de drenagem para evitar alagamentos recorrentes.

Roberto Madureira explicou que a Nova Rota assumiu recentemente o trecho antes sob gestão do DNIT e já iniciou a elaboração do projeto executivo. “São várias melhorias: remodelação de acessos, pavimentação, passarelas, retornos e solução definitiva para drenagem. Devemos concluir o projeto em até três meses e, após aprovação da ANTT, poderemos anunciar o início das obras”, afirmou.

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Madureira destacou ainda a importância da parceria institucional. “Ninguém conhece mais os problemas do que a prefeitura e os empresários locais. Esse diálogo é fundamental para entregar um projeto que realmente resolva as demandas.”

A prefeitura seguirá acompanhando as tratativas, inclusive com articulação junto ao DNIT, para garantir que as intervenções avancem e tragam mais fluidez, segurança e desenvolvimento ao Distrito Industrial.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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