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Preços mundiais do arroz seguem em queda e tendência deve continuar até 2026

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O mercado global do arroz mantém viés de baixa, pressionado pela ampla oferta exportável e pela demanda internacional enfraquecida. Dados recentes da FAO e do índice OSIRIZ/InfoArroz confirmam que o movimento de queda ainda deve se estender, mesmo com alguns pontos de recuperação em mercados específicos.

Arroz recua 1,7% em agosto no mercado internacional

Em agosto, os preços mundiais do arroz caíram 1,7%, reflexo da abundância de oferta e da demanda mais fraca em importantes países compradores.

A Indonésia reduziu sua procura devido à melhora na produção local, enquanto as Filipinas suspenderam as importações por dois meses, até o fim de outubro.

Em contrapartida, Bangladesh elevou sua demanda ao maior nível em sete anos, após enchentes afetarem parte da produção. As importações do país devem alcançar 1,2 milhão de toneladas em 2025.

Queda mais acentuada em Tailândia, Paquistão e EUA

A desvalorização dos preços de exportação foi mais expressiva em países como Tailândia, Paquistão e Estados Unidos. No Mercosul, a retração foi mais moderada, enquanto a Índia manteve preços estáveis. Já no Vietnã, as cotações se fortaleceram diante da menor oferta interna.

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Segundo analistas, com a chegada progressiva das principais safras asiáticas e a liberação de estoques indianos, o cenário baixista deve persistir pelo menos até o início de 2026.

Índice OSIRIZ/InfoArroz mostra tendência de queda

O índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu de 189,7 pontos em julho para 186,5 em agosto, uma baixa de 3,3 pontos. No início de setembro, o recuo continuou, com o índice chegando a 183 pontos.

Produção mundial cresce e Índia ultrapassa China

De acordo com a FAO, a produção mundial de arroz em 2024 aumentou 2,7%, alcançando 828 milhões de toneladas (549,9 Mt beneficiado), frente a 806 Mt em 2023. O resultado foi impulsionado pelas boas safras asiáticas, sobretudo na Índia, que registrou alta de 6% e ultrapassou a China como maior produtora global.

Por outro lado, a produção chinesa caiu 1%, mas deve se recuperar em 2025. No Mercosul, a safra de 2025 pode crescer 15% após o fraco desempenho de 2024. Já os EUA enfrentaram queda na produção devido a inundações em áreas produtoras do sul.

Comércio mundial deve atingir recorde em 2025

O comércio internacional de arroz avançou 12% em 2024, alcançando quase 60 milhões de toneladas, frente a 53,5 Mt em 2023. A demanda foi puxada por Filipinas, Indonésia e países da África Subsaariana, que importaram 17% a mais em relação ao ano anterior.

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As projeções para 2025 indicam novo avanço de 2,9%, com o comércio chegando a 61,4 milhões de toneladas — equivalente a 11% da produção mundial.

Estoques globais atingem novo recorde

Os estoques mundiais de arroz subiram 2,5% em 2024, somando 198,7 milhões de toneladas. Para 2025, a expectativa é de novo crescimento, de 5,8%, atingindo 210,3 Mt, um recorde histórico.

A China deve manter suas reservas em torno de 100 Mt, volume que representa 70% do consumo interno e metade das reservas globais. A Índia também ampliou estoques em 8%, beneficiada pelas restrições de exportação adotadas em 2023 e 2024. Já os principais exportadores concentram 67 Mt, ou 35% das reservas mundiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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