AGRONEGÓCIO

Preços do Milho Abrem Quarta-feira em Alta na B3 e em Chicago

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Os contratos futuros de milho iniciaram a quarta-feira (9) com valorizações tanto na Bolsa Brasileira (B3) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), revertendo parte das perdas registradas nos últimos pregões.

Na B3, as principais cotações variavam entre R$ 67,98 e R$ 72,66 por volta das 10h07 (horário de Brasília). O contrato para novembro de 2024 subiu 0,32%, cotado a R$ 67,98. Já o vencimento para janeiro de 2025 apresentou alta de 0,22%, negociado a R$ 71,45. O contrato para março de 2025 foi comercializado por R$ 72,66, com valorização de 0,35%.

Mercado Internacional

No cenário externo, a Bolsa de Chicago também registrou ganhos nas primeiras horas da quarta-feira. Por volta das 09h44 (horário de Brasília), os contratos futuros de milho apresentavam alta. O vencimento para dezembro de 2024 foi cotado a US$ 4,22 por bushel, com valorização de 2 pontos. O contrato para março de 2025 subiu para US$ 4,40, enquanto o de maio de 2025 foi negociado a US$ 4,49, ambos com ganhos de 2 pontos. O contrato para julho de 2025 fechou o período a US$ 4,55, também com elevação de 2 pontos.

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De acordo com o portal Farm Futures, os futuros do milho conseguiram uma leve recuperação após a queda registrada na terça-feira, a terceira nas últimas quatro sessões.

“O mercado está atento à colheita nos Estados Unidos, onde se espera que os agricultores colham 15,155 bilhões de bushels de milho, com uma produtividade média de 183,4 bushels por acre, segundo uma pesquisa realizada pela Reuters com analistas antes da divulgação do relatório de sexta-feira. Em setembro, o USDA projetou a produção em 15,186 bilhões de bushels, com uma produtividade de 183,6 bushels por acre”, explicou Bruce Blythe, analista da Farm Futures.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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