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Preços do frango na segunda metade do mês mantêm-se, praticamente, nos mesmos níveis da 1ª quinzena

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Vale para todos os alimentos, inclusive para o frango: em toda segunda quinzena, esgotado o poder de compra do consumidor, os preços refluem naturalmente, só apresentando nova reversão no início do mês seguinte.

Tudo indica, no entanto, que a indústria do frango, mesmo não conseguindo eliminar totalmente essa sina, vem minimizando e obtendo um raro equilíbrio entre primeira e segunda quinzena. Eventualmente, até um desempenho melhor na segunda metade do mês, fato raro na história do setor.

Confirma-se esse desempenho analisando o comportamento quinzenal de preços do frango abatido nos 12 meses encerrados em junho de 2024: em metade desse período – isto é, entre julho e dezembro de 2023 – ainda que por pequenas diferenças, os preços médios da segunda quinzena foram superiores aos da primeira.

Já nos primeiros seis meses do corrente exercício as médias da segunda quinzena foram, sempre, inferiores às da primeira. Porém, os índices de redução registrados foram mínimos, preservando uma estabilidade que tem sido não só quinzenal, mas também mensal.

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Julho corrente ainda não terminou. Mas – a despeito do alarido de algumas Cassandras (diante do caso de Newcastle no Rio Grande do Sul) – pelo menos até aqui não apresenta o retrocesso apregoado. Ao contrário, na segunda quinzena vem sendo preservada a mesma estabilidade da primeira metade do mês com, até, pequeno ganho no valor médio.

A destacar ainda – mesmo sendo repetitivo – que a estabilidade da segunda quinzena ocorre não apenas em relação à quinzena inicial do mês, mas também em comparação à mesma quinzena de meses anteriores.

Como resultado, mesmo registrando o menor valor dos últimos sete meses para o período, o preço do frango abatido nesta segunda quinzena se encontra menos de 3% abaixo do que foi registrado na segunda quinzena de dezembro de 2023. Já um ano atrás, nesta mesma segunda quinzena de julho, a cotação média alcançada ficou 25% abaixo da obtida em dezembro de 2022.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Selic a 14,50% pressiona crédito e leva agroindústrias a buscar linhas subsidiadas para investir

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,50% ao ano, o custo do capital segue como um dos principais fatores nas decisões estratégicas das empresas, especialmente no agronegócio. Em um ambiente de crédito mais caro e restritivo, agroindústrias têm intensificado a busca por linhas subsidiadas para financiar investimentos, modernização e expansão.

A definição da taxa pelo Banco Central mantém o crédito tradicional em patamares elevados, impactando diretamente o planejamento corporativo. Projetos passam a ser analisados com maior rigor, considerando retorno ajustado ao risco, impacto no fluxo de caixa e estrutura de capital.

Crédito caro adia investimentos no agro

Com a alta da Selic, operações atreladas ao CDI acompanham o movimento da política monetária, encarecendo financiamentos e reduzindo a viabilidade de projetos, principalmente os de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Nesse cenário, empresas enfrentam um dilema: investir para ganhar competitividade ou preservar liquidez. O resultado, em muitos casos, é o adiamento de projetos produtivos, como ampliação de plantas industriais, aquisição de máquinas e adoção de novas tecnologias.

Além disso, instrumentos do mercado privado, como debêntures e operações estruturadas, continuam concentrados em grandes empresas com maior acesso a investidores e governança consolidada. Para pequenas e médias empresas (PMEs), o crédito se torna mais restrito, com prazos menores, custos mais altos e exigências mais rígidas de garantias.

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Linhas subsidiadas ganham protagonismo

Diante desse cenário, linhas de crédito subsidiadas operadas por bancos de desenvolvimento voltam ao centro da estratégia financeira das empresas, especialmente no agronegócio e na indústria.

Programas voltados à inovação e à digitalização produtiva têm ampliado a oferta de recursos com condições mais atrativas. Iniciativas conduzidas por instituições como BNDES e Finep priorizam investimentos em tecnologias como automação, robótica, Internet das Coisas (IoT) e manufatura avançada.

Com prazos mais longos, carência ampliada e taxas inferiores às do mercado tradicional, essas linhas alteram significativamente o cálculo de viabilidade dos projetos, permitindo que empresas mantenham seus planos de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados.

PMEs ampliam acesso a investimentos

Para micro, pequenas e médias empresas, o impacto das linhas subsidiadas é ainda mais relevante. O acesso a crédito com condições diferenciadas permite diluir o investimento inicial e viabilizar ganhos de produtividade que seriam inviáveis no crédito tradicional.

No entanto, acessar esses recursos exige mais do que identificar a linha disponível. Cada instituição financeira trabalha com critérios técnicos específicos, incluindo métricas de inovação, exigências regulatórias e modelagem financeira estruturada.

Engenharia financeira vira diferencial competitivo

Nesse contexto, a estruturação do funding ganha papel estratégico. A escolha da fonte de capital — considerando prazo, indexador, custo e exigências — passa a influenciar diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das empresas.

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Consultorias especializadas têm atuado na chamada engenharia de funding, estruturando operações que combinam diferentes fontes de recursos para reduzir o custo médio da dívida e ampliar a capacidade de investimento.

Casos recentes mostram empresas de setores como agronegócio, engenharia, varejo e recursos humanos acessando linhas como o Pró-Inovação, voltado ao financiamento de projetos tecnológicos, com apoio técnico na estruturação e aprovação dos financiamentos.

Estratégia financeira define crescimento

Com a Selic elevada, o crédito tradicional tende a pressionar margens e alongar o prazo de retorno dos investimentos. Nesse cenário, linhas subsidiadas deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia financeira das empresas.

A definição correta do funding pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Escolhas inadequadas comprometem o fluxo de caixa por anos, enquanto uma estrutura bem planejada sustenta o crescimento e melhora a competitividade.

Empresas que tratam o financiamento como variável estratégica conseguem avançar em suas agendas de modernização, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso. Já aquelas que dependem exclusivamente do crédito tradicional tendem a operar de forma mais conservadora, priorizando a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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