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Preços do etanol sobem 3% nas bombas de combustível no início de abril, indica pesquisa Edenred Ticket Log

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O início de abril trouxe um aumento nos preços do etanol nos postos de combustível em todo o país, de acordo com a análise mais recente do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A média nacional do litro do etanol alcançou R$ 3,87 na primeira quinzena de abril, representando um aumento de 3,20% em relação a março. Já o preço médio da gasolina atingiu R$ 5,93, com um acréscimo de 0,34%.

Explicação do aumento – Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, destaca que o aumento nos preços do etanol reflete a forte demanda e o crescimento nas vendas do biocombustível no mercado, enquanto a gasolina permanece em patamares estáveis.

Variações regionais – O aumento nos preços foi observado em todas as regiões, com exceção da Região Sul, onde o preço da gasolina permaneceu estável. O Centro-Oeste registrou os maiores aumentos, com 4,14% para o etanol e 0,84% para a gasolina.

Variações estaduais – Apenas Rondônia e o Rio Grande do Sul registraram redução no preço do etanol, enquanto os demais estados apresentaram aumento. O Rio Grande do Norte liderou a maior alta, com um aumento de 8,28%.

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Impacto na competitividade – O aumento nos preços do etanol reduziu sua vantagem competitiva em relação à gasolina em algumas regiões, passando de 24 para 20 estados onde o etanol é economicamente mais vantajoso. No entanto, Pina ressalta a importância do uso do biocombustível, que contribui para uma mobilidade mais sustentável.

Metodologia do IPTL – O IPTL é um índice de preços de combustíveis baseado nos abastecimentos realizados nos postos credenciados da Edenred Ticket Log, oferecendo uma média precisa das variações de preços. A pesquisa conta com uma estrutura robusta de data science e é amplamente confiável devido à grande quantidade de veículos administrados pela marca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul

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Pecuária sob risco com previsão de El Niño intenso

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.

Solo encharcado e perda de produtividade no campo

Com o aumento das chuvas, o solo tende a ficar saturado, dificultando a circulação dos animais e ampliando os danos estruturais nas áreas de pastagem. O pisoteio do gado em condições inadequadas é um dos principais pontos de alerta.

De acordo com a especialista, esse processo acelera a compactação e a erosão do solo, reduzindo a capacidade produtiva das forrageiras no médio e longo prazo.

“O pisoteio do gado em solo encharcado destrói a estrutura da terra, gerando compactação e erosão, o que compromete a produtividade das forrageiras a médio e longo prazo”, explica Soraya.

Esse cenário também eleva custos operacionais e reduz a rentabilidade da atividade pecuária.

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Estresse térmico e impacto direto na produção animal

Além dos efeitos sobre o solo, o El Niño também influencia o desempenho animal por meio do estresse térmico. As oscilações de temperatura afetam diretamente o ganho de peso dos bovinos de corte e a eficiência produtiva da pecuária leiteira.

As vacas em lactação são ainda mais sensíveis às variações climáticas, o que pode resultar em queda de produtividade em períodos críticos.

A combinação entre calor e umidade também cria condições ideais para a proliferação de parasitas, fungos e bactérias, aumentando o risco de doenças no rebanho.

Manejo e planejamento são fundamentais para reduzir perdas

Diante das previsões climáticas, especialistas reforçam que medidas preventivas devem fazer parte do planejamento contínuo das propriedades rurais, independentemente da ocorrência de fenômenos extremos.

“Considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos, torna-se cada vez mais importante investir em práticas de manejo adaptadas e em sistemas produtivos mais resilientes, capazes de garantir a sustentabilidade e a competitividade da pecuária gaúcha no longo prazo”, destaca Soraya.

Entre as principais recomendações estão:

  • Diversificação das fontes de alimentação animal
  • Fortalecimento da gestão forrageira
  • Planejamento e controle de indicadores da propriedade
  • Uso de ferramentas simples de gestão rural
  • Reserva de alimento e manejo rotacionado ganham destaque
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Com a previsão de maior intensidade do fenômeno na primavera, ainda há tempo para ações preventivas. Uma das principais estratégias é a formação antecipada de estoque de silagem e feno, garantindo suplementação durante períodos de maior precipitação.

O manejo rotacionado também é apontado como uma prática eficiente e de fácil adoção, ajudando a reduzir o pisoteio excessivo e a degradação do solo.

Sanidade animal exige reforço no controle preventivo

As condições mais quentes e úmidas tendem a intensificar a presença de parasitas como mosca-do-chifre e carrapatos, aumentando riscos sanitários no rebanho. Essas infestações podem causar anemia e favorecer doenças como a Tristeza Parasitária Bovina.

A especialista recomenda atenção redobrada com animais desnutridos, que ficam mais vulneráveis a infecções secundárias. Também é fundamental manter o calendário de vacinação em dia, incluindo doenças como rinotraqueíte infecciosa, leptospirose e diarreia viral bovina.

O avanço do El Niño reforça a necessidade de uma pecuária mais tecnificada, preventiva e adaptada às mudanças climáticas. O planejamento antecipado, aliado a práticas de manejo eficientes, será decisivo para reduzir impactos e garantir a sustentabilidade da atividade no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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