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Preços do café devem permanecer firmes diante de cenário climático e oferta restrita

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O clima quente e seco predominou nas lavouras de café arábica e robusta no Brasil entre fevereiro e a primeira quinzena de março, afetando o enchimento dos grãos e dificultando a aplicação de fertilizantes. Segundo o relatório Agro Mensal do Itaú BBA, apesar da previsão de chuvas nos próximos dias, há preocupação com o rendimento da safra, que pode apresentar uma maior proporção de grãos menores.

Os preços do café arábica na Bolsa de Nova York (NY) mantiveram-se em alta entre o início de fevereiro (USD 3,78/lp) e 19 de março (USD 3,95/lp), acumulando uma valorização de 4,4% no período. Em reais, no entanto, o avanço foi de apenas 0,8%, influenciado pela desvalorização do dólar frente à moeda brasileira.

A oferta limitada de café remanescente da safra 2024/25, somada à retenção de estoques por produtores capitalizados, sugere a manutenção de preços elevados no curto prazo. Além disso, a incerteza climática tem gerado cautela entre os agentes de mercado, especialmente diante do expressivo diferencial de preços entre o Brasil e Nova York, que atualmente se encontra em USDc -60/lp, contra USDc -35/lp no ano anterior.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam para um aperto no equilíbrio entre produção e consumo global. No entanto, caso a demanda cresça a uma taxa inferior aos 3% estimados – cenário plausível diante do aumento dos preços – o déficit projetado pode se reverter em um superávit de até 3 milhões de sacas, ainda assim inferior ao registrado no ciclo atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques

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As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.

Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas

No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.

O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.

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Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária

O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.

No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.

O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.

Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações

A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.

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A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.

Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores

Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.

O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.

Setor mantém tendência de expansão nas exportações

Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.

Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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