AGRONEGÓCIO

Preços do Arroz no Brasil Buscam Equilíbrio em Meio a Incertezas Econômicas

Publicado em

O mercado brasileiro de arroz está em busca de um novo ponto de equilíbrio para os preços, em meio a incertezas políticas e a consolidação da produção. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Élcio Bento, essa busca por equilíbrio é reflexo das condições atuais do setor.

No Rio Grande do Sul, a Emater ajustou suas estimativas de produtividade após o término da colheita. A área de cultivo de arroz irrigado foi de 900.203 hectares, com uma produtividade média de 7.957 quilos por hectare, resultando em uma produção total de 7,16 milhões de toneladas na safra de 2023/24. “Esses números estão alinhados com a estimativa de 7,10 milhões de toneladas da Safras & Mercado”, destaca Bento.

“A alta de 100 mil toneladas em relação à safra anterior pode servir como argumento do setor produtivo contra a intervenção governamental”, avalia o analista. O ciclo comercial de arroz em março de 2024 começou com estoques de 632 mil toneladas (base casca), uma redução de 48,5% em relação ao 1,229 milhão de toneladas do ano anterior, suficiente para apenas 20 dias de consumo.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá abre processo seletivo simplificado para médicos da Atenção Primária à Saúde

Essa escassez de abastecimento elevou os preços durante o ciclo comercial 2023/24 (março de 2023 a fevereiro de 2024) a níveis recordes. “Em resposta, houve um aumento de 6,2% na área plantada, elevando a produção brasileira estimada de 10,004 milhões de toneladas para 10,356 milhões de toneladas (+3,5%)”, enfatiza Bento.

Mesmo com um aumento de 352 mil toneladas na produção, isso não compensou a redução de 596 mil toneladas nos estoques iniciais. “Comparando produção e consumo, o déficit estimado para a temporada atual é de 43,7 mil toneladas, significativamente menor que o déficit de 496 mil toneladas da temporada anterior”, pondera o analista.

Desconsiderando a balança comercial, os estoques finais projetados para fevereiro de 2025 seriam de 589 mil toneladas. “Com base nessa análise, uma diferença de menos de 45 mil toneladas não justificaria a importação adicional de 1 milhão de toneladas promovida pelo governo”, argumenta Bento.

Na última quinta-feira, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou em R$ 112,64, apresentando um recuo de 1,49% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, a queda acumulada era de 5,59%. Em relação ao mesmo momento do ano passado, ainda havia um aumento de 37,80%.

Leia Também:  Construções indevidas agravam problema de erosão costeira no Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agro local deve gerar R$ 206 bilhões em 2026: 15% de toda a riqueza produzida no País

Published

on

Mato Grosso deve ampliar ainda mais sua liderança no agronegócio nacional em 2026. Estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária  (Mspa), compiladas pelo DataHub,  núcleo de dados econômicos ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apontam que o estado deverá alcançar Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões neste ano.

O montante representa cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro, cuja estimativa nacional chega a R$ 1,38 trilhão. O Valor Bruto da Produção mede o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro da porteira, considerando volume produzido e preços de mercado, antes do processamento industrial.

Com esse desempenho, Mato Grosso mantém ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores. Minas Gerais aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 167 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 157 bilhões), Paraná (R$ 150 bilhões) e Goiás (R$ 117 bilhões).

A liderança mato-grossense está diretamente ligada à escala produtiva e à força de suas principais cadeias agropecuárias. A soja continua sendo o principal motor do agro estadual, respondendo sozinha por 43% do VBP. Na sequência aparecem o milho, com 21,67%, e a bovinocultura, com 17,96%.

Leia Também:  Saiba mais sobre Empreendedorismo no Brasil na nova edição do programa Explicando Direito

Além da liderança em soja e milho, o estado também ocupa posição de destaque nacional na produção de algodão e bovinos, consolidando-se como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas.

O avanço econômico do setor também se reflete no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, o agro mato-grossense registrou saldo positivo de 9.066 empregos formais, reforçando o peso da atividade sobre a renda e a dinâmica econômica regional.

O desempenho confirma uma transformação estrutural observada nos últimos anos: Mato Grosso deixou de ser apenas uma fronteira agrícola de expansão para se consolidar como um dos principais centros produtivos e logísticos do agronegócio mundial.

O crescimento da produção, aliado à ampliação da capacidade de armazenagem, ao avanço da agroindústria e aos investimentos em infraestrutura, fortalece a posição estratégica do estado em cadeias globais de commodities agrícolas.

Boa parte do saldo comercial brasileiro ligado ao agro passa hoje por Mato Grosso. Soja, milho, algodão e carne bovina produzidos no estado sustentam não apenas a balança comercial, mas também parte relevante da geração de divisas do país.

Leia Também:  Disputa sobre a Tributação do Etanol Hidratado Reacende Tensões na Reforma Tributária

Os números também evidenciam o peso crescente do Centro-Oeste na economia brasileira. Há duas décadas, a liderança do agro nacional estava mais concentrada no Sul e Sudeste. Hoje, Mato Grosso se consolidou como principal eixo de crescimento da produção agropecuária brasileira, impulsionado por escala, tecnologia e expansão logística.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA