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Preços do Algodão no Mercado Brasileiro Mostram Estabilidade e Queda

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Na última semana, os preços do algodão no mercado brasileiro mantiveram-se estáveis ou apresentaram ligeira queda. A entressafra, que reduz a oferta, tem limitado essa desvalorização. No entanto, compradores já começam a se focar na colheita da nova safra. Segundo a Safras Consultoria, houve alguns negócios entre traders e produtores para entrega futura.

A indústria doméstica, por sua vez, tem realizado negociações pontuais para atender necessidades imediatas. Na última quinta-feira (06), o preço do algodão CIF no mercado paulista foi cotado a R$ 3,90 por libra-peso, sem o ICMS, registrando uma leve desvalorização de 0,26% em comparação com a semana anterior, quando o valor era de R$ 3,89 por libra-peso.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, o valor de referência para o contrato de julho de 2024, negociado na ICE Futures US, fechou com um valor 4,82% inferior à pluma brasileira, sendo cotado a 71,80 centavos de dólar por libra-peso. Há uma semana, essa diferença era de 10,13%, com a cotação a 72,19 centavos de dólar por libra-peso. Assim, o prêmio pago pelo algodão brasileiro ficou em -3,64 centavos, comparado aos -8,91 centavos por libra-peso da semana anterior contra a ICE US.

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Estimativa de Produção em Mato Grosso para a Safra 2023/24

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve sua estimativa de área plantada de algodão para a safra 2023/24 em 1,41 milhão de hectares, o que representa um aumento de 16,84% em relação à safra 2022/23. Esse crescimento é atribuído à menor rentabilidade do milho em comparação ao algodão e à redução nos custos da cotonicultura, fatores que incentivaram os produtores a aumentar a área de cultivo.

A primeira safra de algodão está estimada em 0,25 milhão de hectares, um incremento de 35,90% em relação à safra anterior, enquanto a segunda safra está projetada em 1,15 milhão de hectares, um aumento de 13,37%.

Em termos de produtividade, o Imea projetou um incremento de 2,41% em relação à estimativa de abril de 2024, alcançando 291,10 arrobas por hectare. No entanto, esse valor ainda é 6,44% inferior ao registrado na safra 2022/23. O aumento mensal na estimativa de produtividade foi impulsionado pelo bom desenvolvimento das lavouras até o momento, graças ao volume adequado de chuvas no início do ciclo. Contudo, casos de podridão no baixeiro da planta e mancha-alvo foram relatados, o que pode limitar os rendimentos.

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Com o reajuste na produtividade, a produção de algodão em caroço para a safra 2023/24 foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, um aumento de 2,41% em relação à última estimativa e 9,32% superior à safra 2022/23. Já a produção de pluma foi estimada em 2,55 milhões de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hereford e Braford: provas de eficiência reforçam seleção genética para uma pecuária mais produtiva e sustentável

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A busca por uma pecuária mais eficiente e sustentável ganhou novos avanços com a apresentação dos resultados das Provas de Eficiência Alimentar (PEA) e de Emissão de Gases (PEG) das raças Hereford e Braford. Os dados foram divulgados durante um dia de campo realizado na última segunda-feira (29), na sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), reunindo criadores, pesquisadores, técnicos e representantes do setor.

Além de apresentar o desempenho dos animais avaliados, o evento destacou o papel da genética na redução dos custos de produção e na diminuição das emissões de metano, fatores cada vez mais relevantes para a competitividade da pecuária brasileira.

Avaliação mediu desempenho, consumo e emissão de metano

Na edição de 2026, foram avaliados 31 animais oriundos de diferentes criatórios do Rio Grande do Sul, sendo 15 exemplares da raça Hereford e 16 da raça Braford.

As provas analisaram indicadores como:

  • ganho de peso;
  • consumo alimentar;
  • eficiência produtiva;
  • consumo alimentar residual;
  • emissão de metano.

As informações permitem identificar animais capazes de produzir mais carne consumindo menos alimento e emitindo menor volume de gases de efeito estufa.

Braford teve Retiro do Ouro como destaque

Na categoria Braford, o melhor desempenho foi do animal C0021, pertencente à P.A.P Namur Paixão Suñé, da propriedade Retiro do Ouro.

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O segundo lugar ficou com D079, de Sérgio Renato Dias Barbieri, da Fazenda Santa Prenda, enquanto a terceira colocação foi conquistada pelo FIV T5610, de Ney Artur Azambuja, da Fazenda Santa Tereza.

Hereford premiou genética de alto desempenho

Entre os Hereford, o primeiro lugar foi conquistado pelo animal 1335, de Vitor Leston e Jacques Rodrigues Leston, da Agropecuária Dom Vitor.

Na sequência ficaram:

  • X44, de Miguel Vargas Chuy, da Cabanha Don Angélico, em segundo lugar;
  • TE L06, de Gonçalo Neves Correia, da Fazenda Casuarinas, em terceiro.
Eficiência alimentar reduz custos e fortalece sustentabilidade

Segundo o gerente executivo da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Felipe Azambuja, as avaliações unem dois dos principais desafios da pecuária moderna: aumentar a rentabilidade e reduzir os impactos ambientais.

De acordo com ele, identificar animais que apresentam menor consumo alimentar para produzir a mesma quantidade de carne representa um importante avanço para os sistemas produtivos.

“Identificar linhagens que consumam menos para produzir o mesmo quilo de carne significa encontrar animais mais sustentáveis e que custem menos dentro do sistema de produção”, destacou.

Emissão de gases passa a integrar seleção genética

A Prova de Emissão de Gases foi conduzida paralelamente à Prova de Eficiência Alimentar, permitindo que os pesquisadores mensurassem a emissão de metano dos animais durante todo o período de avaliação nutricional.

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A integração entre as duas análises amplia a capacidade de identificar linhagens geneticamente superiores, combinando produtividade com menor impacto ambiental.

Dados servirão de base para novas DEPs

As informações obtidas durante as avaliações serão utilizadas na construção de uma população de referência das raças Hereford e Braford.

Essa base permitirá o desenvolvimento das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) para características como eficiência alimentar, consumo alimentar residual e emissão de gases, ferramentas fundamentais para orientar a seleção de reprodutores.

Segundo Felipe Azambuja, a expectativa é que esses indicadores estejam disponíveis futuramente para todos os criadores, ampliando o acesso à genética voltada para eficiência produtiva e sustentabilidade.

Programação reuniu pesquisadores e produtores

Além da divulgação dos resultados das provas, o dia de campo contou com palestras técnicas sobre eficiência alimentar, emissão de metano e estratégias nutricionais para maximizar a expressão do potencial genético dos animais.

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, inovação e produtores para acelerar o desenvolvimento de uma pecuária cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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