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Preços do açúcar recuam com avanço da safra no Brasil e perspectivas de maior oferta global

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Os preços do açúcar seguem em queda nos mercados internacionais, influenciados pelo avanço da colheita no Brasil e pelas expectativas de aumento na oferta global do adoçante. Nesta quarta-feira (23), os contratos futuros operaram com novas baixas, ampliando as perdas da semana.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato com vencimento em outubro de 2025 recuou 0,74%, cotado a 16,16 centavos de dólar por libra-peso. Já o vencimento para março de 2026 caiu 0,65%, a 16,79 centavos. Em Londres (ICE Europe), o açúcar branco para outubro de 2025 teve baixa de 0,72%, cotado a US$ 468,80 por tonelada.

Segundo a consultoria Hedgepoint Global Markets, a continuidade da moagem de cana no Brasil, aliada às boas condições para a produção global, sustenta o viés de baixa nos preços, mesmo após as fortes quedas registradas no início da semana. As mínimas recentes refletem esse movimento: o açúcar bruto em Nova York atingiu o menor nível em uma semana e meia, enquanto o açúcar branco em Londres chegou ao patamar mais baixo dos últimos sete dias.

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Usinas priorizam açúcar em vez de etanol

O direcionamento das usinas brasileiras também tem impacto direto na oferta. De acordo com a consultoria Datagro, as unidades produtoras estão destinando maior volume de cana à produção de açúcar, devido à maior rentabilidade em relação ao etanol. Já a Covrig projeta que 54% da cana-de-açúcar disponível na primeira quinzena de julho será moída, com potencial de adicionar até 3,2 milhões de toneladas ao mercado global.

Bolsas internacionais registram novas quedas

Na ICE Futures, os contratos futuros do açúcar bruto fecharam o pregão de terça-feira (22) em baixa. O contrato de outubro/25 recuou 9 pontos, sendo negociado a 16,28 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de março/26 caiu 13 pontos, para 16,90 centavos.

Na ICE Europe, o açúcar branco também teve desvalorização. O contrato de outubro/25 registrou queda de US$ 2,00, cotado a US$ 472,20 por tonelada. O vencimento de dezembro/25 recuou US$ 1,40, com a tonelada negociada a US$ 462,40.

Mercado interno: açúcar cristal e etanol hidratado em baixa

No mercado brasileiro, o açúcar cristal também apresentou recuo. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 120,19, queda de 0,11%.

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O etanol hidratado acompanhou o movimento de baixa. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o metro cúbico foi negociado pelas usinas a R$ 2.616,00, também com recuo de 0,11%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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