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Preços das carnes devem cair nas próximas semanas, afirma ministro Paulo Teixeira

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Em entrevista à GloboNews na tarde desta segunda-feira, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, detalhou as estratégias do governo para reduzir o custo dos alimentos no Brasil. Segundo ele, garantir que a comida chegue à mesa dos brasileiros a preços mais acessíveis é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as principais medidas destacadas pelo ministro estão a redução de impostos e a desvalorização do dólar, que impacta diretamente no preço dos insumos agrícolas. “A queda no câmbio reduz o custo de produção e isso reflete no preço final dos alimentos nas prateleiras”, explicou Teixeira. Ele também ressaltou que a supersafra e as condições climáticas favoráveis devem contribuir para a estabilidade ou redução dos preços.

Redução de preços já começa a ser percebida

Ao ser questionado sobre quando os consumidores sentirão os efeitos dessas medidas, o ministro afirmou que a redução já começa a ser percebida em alguns itens. “Os preços já estão baixando nas gôndolas”, disse Teixeira, mencionando a oferta abundante de feijão e arroz a preços mais acessíveis, além da queda no valor do tomate.

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Em relação às carnes, o ministro disse que a expectativa é que os preços comecem a cair dentro de aproximadamente duas semanas. “Os frigoríficos já reduziram os preços, mas os supermercados ainda estão vendendo estoques adquiridos a valores mais altos. Assim que essa reposição ocorrer, os consumidores sentirão a diferença”, explicou.

Café, ovos e cacau seguem em alta

Apesar do cenário positivo para alguns alimentos, Teixeira alertou que produtos como café, ovos e cacau continuam registrando altos preços devido a fatores climáticos e à forte demanda. “Esses itens seguem sendo um desafio para nós”, pontuou.

No caso dos ovos, o ministro atribuiu a alta ao aumento no custo do milho, às temperaturas elevadas e ao crescimento do consumo. Como solução, ele defendeu a ampliação da comercialização para produtores com certificações municipais e estaduais, permitindo que vendam em todo o território nacional. “Isso melhora a circulação do produto e pode ajudar a equilibrar os preços”, destacou.

Teixeira também enfatizou a necessidade de incentivos ao setor avícola e solicitou que os bancos priorizem financiamentos para produtores de ovos, destacando que a atividade tem um ciclo curto de produção e pode responder rapidamente à demanda. “É um setor que precisa ser estimulado para aumentar a oferta e reduzir os preços para a população”, afirmou.

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Política tributária e alimentação do trabalhador

O ministro defendeu, ainda, que os estados eliminem tributações sobre itens da cesta básica como uma medida adicional para conter a inflação alimentar. Segundo ele, o governo federal também avalia a intermediação na alimentação dos trabalhadores para garantir melhores condições de acesso aos alimentos. “Não há solução mágica. O governo está atuando de forma responsável para controlar os preços sem comprometer a economia”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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