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Após ganhos, o petróleo encontrará mais resistência para se valorizar

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Uma vez atingidos os níveis atuais, o WTI e o Brent enfrentarão maior resistência à uma valorização. Uma das razões é o fato do dólar continuar bastante forte, mesmo diante a possibilidade de cortes nas taxas de juro nos EUA, o que torna mais caro para os detentores de outros moedas comprarem petróleo.

Outro fator é que os preços mais elevados também incentivam o aumento da produção, tanto de países fora da OPEP como dos próprios países da OPEP. Apesar dos esforços conjuntos da organização para restringir a oferta de petróleo, muitos países estão operando abaixo das suas quotas. A possibilidade de uma correção dos preços do petróleo nas próximas semanas representa uma oportunidade para os cracks da gasolina, uma vez que este produto tem se valorizado diante da maior mobilidade nos EUA.

Análise da hEDGEpoint Global Markets mostra que, mais uma vez, observa-se como os ativos do setor energético são voláteis, alterando rapidamente a sua dinâmica de preços em resposta a novos desenvolvimentos que alteram o sentimento de traders e investidores.

“Se no início do ano o WTI negociava perto dos $70,00 por barril, refletindo preocupações com a redução da procura e um excesso de oferta no mercado, essa realidade parece agora bastante distante com os benchmarks do petróleo americano ultrapassando a marca dos $80,00 desde a semana passada e mantendo este nível durante sete sessões de negociação”, explica Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da hEDGEpoint.

As revisões de alta das previsões do PIB global do FMI (3,2%) e da OPEP (2,8%), juntamente com os estímulos fiscais e monetários da China, estão reforçando a expetativa por mais demanda de energia para 2024, indicando um aumento da procura de petróleo.

“No entanto, é provável que o Brent e o WTI encontrem resistência para ultrapassar os seus níveis atuais. Este será o foco do nosso relatório: apresentar os principais fundamentos que influenciaram os preços do petróleo e destacar os desafios para sua valorização”, destaca o analista.

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As revisões de demanda melhoram o sentimento de alta em relação ao petróleo

Os primeiros meses do ano revelaram notícias mais otimistas para o petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE) aumentou as suas estimativas de procura para o 1T2024 para 1,7 milhões de bpd (+270.000), a OPEP prolongou os seus cortes de produção até meados do ano e a China deu sinais de estar mais disposta a utilizar estímulos fiscais e monetários para apoiar a sua economia. Isto sem mencionar as baixas temperaturas de janeiro e fevereiro que causaram algumas interrupções na produção de petróleo e gás nos Estados Unidos.

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“A combinação de uma demanda maior do que as projeções e uma oferta inferior à prevista resultou num sentimento mais altista em relação ao petróleo. Como resultado, os principais índices de referência do petróleo estão mostrando um aumento significativo em 2024, com o WTI a 10,93 dólares (+15,5%) e o Brent a 10,11 dólares (+13,32%). Desde meados de fevereiro, o WTI entrou em backwardation, o que indica uma maior procura imediata do mercado”, observa.

E prossegue: “Essas mudanças não passaram despercebidas pelo mercado. Enquanto o aumento do interesse aberto (a soma das posições compradas e vendidas) para o WTI foram moderadas, pouco acima de 3% para este ano, o Brent registou um aumento substancial (+11%), atingindo o seu nível maior nível desde novembro de 2021”.

No entanto, será difícil para o petróleo ultrapassar os níveis atuais. É importante considerar que os preços mais elevados do petróleo incentivam o aumento da produção. Apesar dos esforços conjuntos da OPEP para restringir a produção, há membros, como a Nigéria, que estão operando abaixo das suas quotas.

“Portanto, seguindo o exemplo de dados de fevereiro de 2024, quando a produção da OPEP aumentou em 203.000 bpd para 26,57 milhões de bpd, podemos ver maior oferta de alguns membros da organização nos próximos meses”, diz.

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O dólar é um fator de resistência fundamental para demanda de petróleo

Embora os ativos de risco estejam se beneficiando das perspectivas de cortes nas taxas de juro nos Estados Unidos em junho deste ano, as commodities, em geral, ainda não estão capturando este ambiente de menor aversão ao risco. O índice Bloomberg Commodities caiu mais de -12% em 2023, e este ano está registrando ganhos de 0,4%.

“Até agora, o petróleo tem se beneficiado dos prêmios geopolíticos, como o conflito entre a Rússia e a Ucrânia e a evolução da guerra entre Israel e o Hamas no Oriente Médio. No entanto, os níveis historicamente elevados do dólar estão dificultando uma maior procura de ativos energéticos”, pondera.

Neste cenário, os detentores de outras moedas tendem a comprar menos ativos transacionados na moeda americana e, como a maior parte das matérias-primas energéticas são cotadas em dólares, isto exerce uma pressão baixista adicional aos preços do petróleo.

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“Se neste momento há menos espaço para a valorização do petróleo, o mesmo não se pode dizer dos produtos derivados, em especial a gasolina. Fatores sazonais estão contribuindo para valorização do RBOB, o contrato de referência para a gasolina no mercado, com a aproximação da driving season e o aumento da mobilidade devido ao fim do inverno, para além das alterações de especificação com vista a cumprir a regulamentação ambiental dos EUA durante o verão, o que torna o produto mais caro esta época do ano.”, explica.

E conclui: “O crack spread da gasolina, ou seja, a diferença entre o valor do produto refinado e o custo do petróleo, um indicador das margens das refinarias, já aumentou mais de 16 dólares por barril desde o início do ano. Se os preços do petróleo caírem nas próximas semanas, isso representará uma oportunidade para os cracks da gasolina e as margens das refinarias”.

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Em Resumo

Alguns outros fatores estão contribuindo para a volatilidade baixista do complexo energético esta semana. Estão em curso conversas de cessar-fogo na Faixa de Gaza, o que reduziria os prémios geopolíticos, particularmente no Brent. Além disso, vimos uma redução na demanda de gasolina nesta semana, caindo abaixo de 9 milhões de barris, consequentemente diminuindo o sentimento para a demanda de petróleo.

No entanto, neste momento, estamos assistindo outra correção natural após fortes ganhos nas últimas semanas. Os preços atuais já refletem as notícias altistas das últimas semanas, como a revisão do PIB mundial e os estímulos da China.

Sem uma desvalorização mais pronunciada do dólar, algo que pode levar algum tempo para acontecer, uma vez que, mesmo com cortes nas taxas de juro nos EUA, podemos assistir a uma revalorização do dólar, há pouco espaço para uma valorização mais pronunciada dos índices de referência do petróleo.

Ainda assim, o momento atual apresenta oportunidades para o complexo energético. Enquanto os destilados médios perderam suporte, devido à redução das necessidades de aquecimento e a uma lenta e gradual recuperação da demanda de diesel, cracks do RBOB mostram potencial para ganhos nas próximas semanas.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Controle parasitário em bovinos ganha força com chegada das pastagens de inverno no Rio Grande do Sul

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A entrada das pastagens de inverno no Rio Grande do Sul marca uma fase decisiva para o manejo dos rebanhos e reforça a necessidade de intensificar as estratégias de controle sanitário, especialmente no combate aos parasitas que afetam a pecuária bovina.

Estimativas indicam que os prejuízos causados por parasitas na pecuária brasileira chegam a cerca de R$ 70 bilhões por ano, o que evidencia o impacto econômico significativo desse desafio sanitário na atividade produtiva.

Período de transição aumenta risco de infestação parasitária

A mudança de estação e a entrada dos animais em novas áreas de pastejo elevam a exposição dos bovinos a formas infectantes de parasitas presentes nas pastagens. Esse cenário aumenta a pressão parasitária sobre o rebanho e pode comprometer o desempenho produtivo dos animais.

Quando não controladas de forma adequada, as infestações parasitárias afetam diretamente o ganho de peso, a conversão alimentar, a eficiência reprodutiva e a absorção de nutrientes, refletindo em perdas produtivas e econômicas para o sistema pecuário.

Controle preventivo é fundamental para preservar produtividade

Segundo Janaina Giordani, gerente de produtos de antiparasitários da Zoetis Brasil, o controle parasitário deve ser encarado como uma estratégia preventiva dentro do sistema de produção.

“O controle parasitário não deve ser visto apenas como uma medida de tratamento, mas como uma estratégia para preservar o potencial produtivo dos animais. A atuação preventiva protege os ganhos em manejo e nutrição e reduz perdas que nem sempre são percebidas de imediato”, explica.

Condições do inverno no RS exigem atenção redobrada

No Rio Grande do Sul, o uso de pastagens de inverno impõe desafios adicionais ao manejo, como ocorrência de geadas, excesso de umidade e variações na qualidade das forrageiras. Esses fatores podem afetar o desenvolvimento das pastagens e a oferta nutricional aos animais.

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Nesse contexto, manter o rebanho protegido contra parasitas é essencial para garantir melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis e sustentação do desempenho produtivo ao longo da estação.

Soluções sanitárias e manejo integrado no controle parasitário

Para apoiar os pecuaristas, a Zoetis disponibiliza soluções voltadas ao controle estratégico de parasitas. Entre elas está o Valcor®, indicado para o controle de parasitas internos e externos que afetam bovinos.

Outra solução é o Cydectin®, amplamente utilizado no controle de nematódeos gastrointestinais e outros parasitas de relevância econômica para a pecuária.

Produtividade depende da soma de fatores no sistema

A especialista reforça que o desempenho produtivo é resultado da integração entre genética, nutrição, manejo e sanidade.

“O controle parasitário ajuda a preservar os investimentos feitos em genética e nutrição, permitindo que os animais expressem melhor seu potencial produtivo”, destaca Janaina.

Assistência técnica e manejo orientado à realidade da fazenda

Além das soluções sanitárias, a Zoetis atua com suporte técnico especializado, capacitação de produtores e recomendações baseadas em evidências científicas. A adoção de monitoramento constante e estratégias de controle adaptadas a cada propriedade contribui para uma pecuária mais eficiente, sustentável e resiliente ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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