AGRONEGÓCIO

Preços da Soja Sobem em Chicago Com Apoio do Farelo e do Trigo

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Os preços da soja iniciaram a semana em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados principalmente pelo farelo e pelo trigo. Na manhã desta segunda-feira (4), por volta das 5h50 (horário de Brasília), os contratos de soja registraram alta entre 10,25 e 11 pontos. O contrato de novembro atingiu US$ 9,92 por bushel, enquanto o de maio, referência para a safra brasileira, foi negociado a US$ 10,36 por bushel.

Apesar do rápido avanço no plantio de soja no Brasil, os preços mantêm tendência de alta. De acordo com a consultoria Pátria Agronegócios, até a última sexta-feira (1), 59,2% da área já estava semeada, superando o índice do mesmo período do ano passado. “A semana registrou uma rápida evolução nas atividades de campo, com destaque para o avanço em Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul”, informou a consultoria.

As previsões climáticas indicam chuvas favoráveis para as regiões produtoras nos próximos dez dias, o que deve seguir beneficiando o plantio.

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Outro ponto de atenção para o mercado é a disputa acirrada nas eleições presidenciais dos Estados Unidos entre Donald Trump e Kamala Harris. Segundo o diretor do Grupo Labhoro, Ginlado Sousa, uma eventual vitória de Trump poderia provocar uma breve alta nos preços em Chicago. “Há expectativa de que, caso vença, Trump possa aumentar tarifas para a China, o que poderia direcionar a demanda chinesa para a América do Sul, pressionando os preços em Chicago no médio prazo”, explica Sousa.

Ainda nesta segunda-feira, os futuros de farelo e trigo subiram mais de 1% na Bolsa de Chicago, enquanto os contratos de óleo e milho permanecem estáveis, mas no campo positivo. A alta superior a 2% no preço do petróleo também contribuiu para o movimento altista nos mercados agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro supera queda de volume e fatura R$ 6,39 bilhões com exportações em junho

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O agronegócio do Rio Grande do Sul mostrou maturidade de mercado em junho de 2026. Mesmo enfrentando uma queda de 2,2% no volume físico embarcado — que baixou para 1,76 milhão de toneladas —, o setor entregou um resultado financeiro robusto, alcançando um faturamento de R$ 6,39 bilhões (US$ 1,24 bilhão). O resultado representa uma alta de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

O dado revela uma mudança estratégica no campo gaúcho: a pauta exportadora está se tornando mais valiosa. O Estado tem priorizado o envio de produtos com maior valor agregado, aproveitando janelas de preços mais favoráveis em vez de depender apenas da venda de grandes volumes a preços baixos. O setor respondeu por quase 69% de todas as exportações gaúchas no mês, sustentando a economia regional mesmo com oscilações logísticas.

O que impulsionou o faturamento

O avanço na receita foi sustentado por três pilares fundamentais para o produtor:

  • Complexo Soja: A oleaginosa continua sendo o carro-chefe. O crescimento de 15,2% no valor exportado (com alta de 18,8% apenas nos grãos) mostra que a demanda internacional segue aquecida e pagando pela qualidade do produto gaúcho. O farelo também contribuiu significativamente para o saldo final.

  • Proteínas Animais: O setor viveu um junho de recuperação. A carne de frango in natura saltou 65,6% em receita, reflexo da normalização dos fluxos após as barreiras sanitárias do ano anterior. A pecuária bovina também avançou: alta de 15,3% na carne e um movimento atípico no segmento de gado vivo, que disparou 1.567% em valor, impulsionado pela reabertura do mercado turco.

  • Arroz: O setor provou a força da diversificação. Com aumento de 17,4% na receita, o arroz gaúcho conquistou novos espaços na América Central, Caribe e África, reduzindo a dependência de compradores tradicionais e garantindo maior liquidez aos produtores e tradings.

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O que recuou e por quê

Segmentos como celulose, fumo e carne suína registraram queda. No entanto, para o setor de celulose e madeira, analistas da Farsul indicam que o recuo é técnico: a base de comparação com junho de 2025 estava muito alta, com embarques extraordinários que não se repetiram na mesma intensidade este ano. Trata-se, portanto, de um ajuste de cronograma, não de perda de mercado.

Estratégia de risco: pulverização de mercados

Embora a China continue sendo a principal parceira, absorvendo 30,2% do que o agro gaúcho exporta, a lista de compradores está cada vez mais diversificada. Estados Unidos, Turquia, Bélgica, Coreia do Sul e Índia completam a lista de principais destinos. Essa pulverização é a melhor estratégia de mitigação de risco para o produtor, que fica menos exposto às turbulências econômicas de um único parceiro comercial.

Primeiro semestre: R$ 35,23 bilhões acumulados

O balanço de junho ajuda a explicar o desempenho robusto do primeiro semestre de 2026. No acumulado do ano, o agro gaúcho já soma R$ 35,23 bilhões (US$ 6,84 bilhões) em vendas externas, um crescimento de 8,3% frente ao mesmo período de 2025.

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O cenário é claro: o Rio Grande do Sul está sendo mais eficiente. O setor está vendendo produtos de maior valor e acessando mercados mais variados, o que garante a competitividade da porteira para fora, mesmo quando desafios climáticos e logísticos limitam o volume das safras.

Fonte: Pensar Agro

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