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Preços do Milho Sobem em Chicago e na B3 na Quinta-feira, à Espera do Relatório do USDA

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Nesta quinta-feira (12), os preços futuros do milho estão em alta tanto na Bolsa Brasileira (B3) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), à medida que o mercado aguarda ansiosamente o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Por volta das 10h14 (horário de Brasília), as principais cotações na B3 variavam entre R$ 63,65 e R$ 70,41.

O contrato de setembro/24 era negociado a R$ 63,65, apresentando um aumento de 0,55%. O vencimento de novembro/24 estava cotado a R$ 67,43, com um ganho de 0,64%, e o contrato de janeiro/25 tinha o valor de R$ 70,41, refletindo uma alta de 0,30%.

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) também abriu com um desempenho positivo para os preços futuros do milho. Por volta das 09h44 (horário de Brasília), os contratos futuros exibiam as seguintes cotações: setembro/24 a US$ 3,80, sem variação; dezembro/24 a US$ 4,08, com um incremento de 3,25 pontos; março/25 a US$ 4,26, subindo 3,25 pontos; e maio/25 a US$ 4,37, com um ganho de 2,50 pontos.

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De acordo com o site internacional Farm Futures, os futuros de milho se estabilizaram durante a noite, após uma leve recuperação que seguiu uma queda próxima às mínimas de duas semanas no início desta semana.

Bruce Blyhe, analista da Farm Futures, observa que “a expectativa é de que o USDA reduza sua estimativa para os estoques finais de milho de 2024/25 para 2,02 bilhões de bushels, em comparação aos 2,073 bilhões de bushels projetados no relatório WASDE de agosto, conforme a média estimada pelos analistas em uma pesquisa da Reuters. Ainda assim, essa média representaria um aumento de mais de 8% em relação aos estoques finais de 2023/24.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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