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Preços da mandioca se mantêm firmes com oferta restrita e demanda aquecida

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Os preços da mandioca seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados por um cenário de oferta limitada e demanda aquecida. De acordo com análises do Cepea, a última semana foi marcada por menor movimentação no setor, influenciada por fatores pontuais.

Feriado reduz ritmo da indústria e da comercialização

Na semana passada, a maior parte das indústrias reduziu os dias de operação em função do feriado da Paixão de Cristo, celebrado na sexta-feira (3). Ao mesmo tempo, produtores também limitaram a comercialização, seja pela busca por melhores margens, seja pelo recesso no período.

Esse cenário resultou em menor volume de esmagamento da raiz, contribuindo para a manutenção dos preços em patamares estáveis.

Oferta controlada sustenta preços da mandioca

Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação de menor oferta e demanda consistente manteve o mercado equilibrado, sem grandes oscilações nos preços.

Além disso, muitos produtores têm adotado uma postura mais cautelosa, evitando elevar a oferta no curto prazo enquanto avaliam melhores oportunidades de comercialização.

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Produtores sinalizam retomada das vendas no curto prazo

Com o objetivo de reforçar o caixa, parte dos produtores indica que pode ampliar a comercialização nas próximas semanas. Essa movimentação pode aumentar gradualmente a oferta no mercado, dependendo das condições de colheita.

Chuvas podem limitar avanço da oferta

Apesar da expectativa de maior volume de vendas, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica o retorno das chuvas em grande parte das regiões produtoras a partir desta semana.

As condições climáticas podem dificultar a colheita em algumas áreas, restringindo o avanço da oferta e mantendo o mercado ajustado.

Cenário aponta continuidade de preços firmes

Diante da combinação entre demanda aquecida, oferta ainda limitada e possíveis impactos climáticos, a tendência é de manutenção dos preços da mandioca em níveis firmes no curto prazo.

O comportamento do mercado seguirá atrelado à evolução das condições climáticas e à intensidade da retomada das vendas por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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