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Cepea avalia como positiva a produção de morangos do sul de Minas

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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, fez uma avaliação positiva da cultura do morango, avaliando a rentabilidade no Sul de Minas, o principal polo produtor da fruta no Brasil.

Segundo especialistas da HF Brasil, o cultivo do morango é uma das poucas opções economicamente viáveis para agricultores familiares de pequena escala. De acordo com dados do Censo Agropecuário de 2017 do IBGE, a fruta é predominantemente cultivada por agricultores com menos de 10 hectares, e o tamanho comum das plantações varia de 0,5 a 1 hectare.

A área limitada é devido à intensa demanda de mão de obra no plantio, manejo e colheita – a mecanização nessa atividade é mínima, o que restringe a produção em larga escala. Entretanto, o morango agrega um valor significativo ao agricultor. Apesar dos custos de produção elevados, a demanda pela fruta está em crescimento, impulsionada por suas características funcionais e organolépticas.

Especialistas da HF Brasil destacam que o ciclo da cultura, que varia de um a três anos (portanto, praticamente semiperene), permite um fluxo de caixa contínuo, com a colheita iniciando dois meses após o plantio.

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Em média, produtores de morango têm registrado renda positiva nos últimos anos, já que os períodos de preços baixos são compensados por valores mais elevados dentro do mesmo ciclo. Essa rentabilidade, somada ao uso de variedades que possibilitam colheitas ao longo do ano (cultivares de dia neutro), tem contribuído para a expansão desse cultivo.

Fonte: Pensar Agro

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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