AGRONEGÓCIO

Preços da carne suína seguem em alta com boa fluidez de negócios

Publicado em

Comércio interno mantém boa fluidez

O mercado de carne suína registrou evolução nos preços tanto do quilo vivo quanto dos principais cortes de atacado ao longo da semana. Segundo Allan Maia, analista de Safras & Mercado, os negócios envolvendo o suíno vivo apresentaram boa fluidez.

“A movimentação nos frigoríficos se manteve intensa nos últimos sete dias, em um cenário de oferta ajustada. O Dia dos Pais e a boa capitalização das famílias contribuíram para o consumo e favoreceram a reposição”, destacou Maia.

O analista também ressalta que a exportação tem papel relevante, reduzindo a disponibilidade interna. “Além disso, o custo da nutrição apresenta acomodação, trazendo otimismo ao setor”, completou.

Evolução dos preços no atacado e no vivo

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços médios da semana foram os seguintes:

  • Quilo do suíno vivo no país: de R$ 7,64 para R$ 7,75;
  • Pernil no atacado: de R$ 13,44 para R$ 13,86;
  • Carcaça suína: de R$ 12,28 para R$ 12,93.
Leia Também:  CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Produção de búfalos contribuiu com R$ 39,7 milhões para o VBP do Paraná em 2022

Na avaliação estadual:

  • São Paulo: arroba suína de R$ 160,00 para R$ 165,00;
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo em integração permaneceu em R$ 6,60; interior valorizou de R$ 7,95 para R$ 8,15;
  • Santa Catarina: integração em R$ 6,60; interior de R$ 7,90 para R$ 8,05;
  • Paraná: mercado livre de R$ 7,95 para R$ 8,10; integração em R$ 6,65;
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande de R$ 7,60 para R$ 7,90; integração em R$ 6,60;
  • Goiás: de R$ 8,10 para R$ 8,20;
  • Minas Gerais: interior em R$ 8,50; mercado independente em R$ 8,70;
  • Mato Grosso: Rondonópolis de R$ 7,60 para R$ 7,85; integração em R$ 7,05.
Exportações impulsionam o mercado

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” em agosto (6 dias úteis) totalizaram US$ 86,335 milhões, com média diária de US$ 14,389 milhões. A quantidade embarcada atingiu 33,920 mil toneladas, média diária de 5,653 mil toneladas, com preço médio de US$ 2,545,2 por tonelada.

Leia Também:  RiceTec recebe visita de representantes do setor orizícola da Colômbia

Na comparação com agosto de 2024:

  • Valor médio diário subiu 21,4%;
  • Quantidade média diária aumentou 17,4%;
  • Preço médio avançou 3,5%.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, evidenciando o impacto positivo das exportações sobre o mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Outono no Cerrado exige atenção no campo, mas abre espaço para boas estratégias de manejo

Published

on

O outono marca uma fase de transição importante para a agricultura no Brasil, caracterizada pelo fim do período chuvoso e pela aproximação da estação seca. No Cerrado, essa mudança impacta diretamente o ritmo das lavouras, exigindo ajustes no manejo e maior atenção às condições climáticas.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a estação deve trazer desafios como redução das precipitações, solos mais secos e aumento das temperaturas, fatores que podem dificultar o desenvolvimento das culturas, especialmente as de segunda safra.

Apesar disso, o período também abre espaço para oportunidades no campo, já que o clima mais estável favorece o avanço das operações agrícolas e a adoção de estratégias mais planejadas.

Clima mais seco favorece avanço das operações agrícolas no Cerrado

Com a diminuição das chuvas entre abril e maio nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o produtor rural encontra melhores condições para a execução das atividades de campo.

“A redução da umidade do solo pode ajudar o trabalho no campo a avançar. Com menos chuva em abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste, como aponta a Conab, o produtor pode finalizar a colheita e tocar as operações com menos interrupções. Para quem está com a segunda safra, o foco agora é aproveitar melhor a umidade que ainda resta no solo”, explica Manoel Álvares.

Leia Também:  CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Produção de búfalos contribuiu com R$ 39,7 milhões para o VBP do Paraná em 2022

O cenário favorece a organização das atividades agrícolas, reduzindo paralisações e permitindo melhor aproveitamento da janela operacional.

Atraso no plantio exige ajustes no planejamento agrícola

As chuvas mais intensas durante o verão provocaram atraso no plantio em diversas regiões, o que encurtou a janela ideal para algumas culturas e obrigou produtores a reverem o planejamento.

Diante desse cenário, muitos agricultores optaram por cultivares mais adaptadas e ajustaram o manejo das lavouras. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, mesmo com redução na área plantada, culturas como milho, feijão e algodão ainda apresentam bom potencial produtivo, desde que recebam manejo adequado.

Altas temperaturas aumentam demanda por atenção ao manejo

As temperaturas mais elevadas típicas do Cerrado durante o outono também influenciam o desenvolvimento das lavouras. O aumento do calor intensifica a necessidade de atenção à disponibilidade de água no solo, ao mesmo tempo em que favorece o crescimento das plantas quando há manejo adequado.

Controle fitossanitário exige monitoramento constante

O período também demanda maior vigilância no controle de pragas. Entre os principais desafios fitossanitários estão a lagarta-do-cartucho, a mosca-branca e os percevejos, que tendem a se intensificar nesta época do ano.

Leia Também:  Rabobank: Análise Mensal do Mercado de Café em Dezembro

O acompanhamento constante dessas ameaças é essencial para evitar perdas de produtividade e garantir o bom desenvolvimento das culturas.

Planejamento e manejo transformam desafios em produtividade

Para especialistas do setor, o outono no Cerrado representa um momento estratégico para transformar desafios climáticos em oportunidade de melhor gestão no campo.

Segundo Manoel Álvares, mesmo com uma janela mais curta e condições mais secas, o produtor dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas.

“Mesmo em uma época mais seca e com uma janela mais curta, o produtor do Cerrado dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas. É um período que valoriza o bom manejo e traz bons resultados para quem se antecipa”, destaca o especialista.

Cenário reforça importância da gestão eficiente no campo

O avanço do outono no Cerrado reforça a importância do planejamento agrícola, da adoção de boas práticas de manejo e do uso de tecnologia para mitigar riscos climáticos.

Apesar dos desafios impostos pelo clima, o período pode ser positivo para quem consegue ajustar estratégias e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA