AGRONEGÓCIO

Preços da Carne Suína Mantêm Tendência de Alta

Publicado em

Nesta semana, os preços da carne suína seguiram firmes, tanto para o quilo vivo quanto para os principais cortes no atacado. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, as negociações ocorrem em um ambiente ajustado, com frigoríficos ativos nas compras, avaliando a boa evolução da carne e mantendo expectativas positivas para o consumo final e para a reposição entre atacado e varejo.

Segundo Maia, a curto prazo, os cortes suínos devem ser beneficiados pela boa capitalização da população, pela chegada do frio mais intenso no Sul do país e pelos preços estáveis das carnes concorrentes, como frango e bovino. “Os suinocultores estão otimistas no momento, com expectativas positivas para as margens a curto prazo, considerando os preços firmes do quilo vivo e a queda dos custos da nutrição animal”, afirmou. Ele acrescentou que “o milho está pressionado em várias regiões do país, com o avanço da colheita da safrinha e a queda da paridade de exportação”.

Preços em Alta

Levantamento da Safras & Mercado indicou que a média de preços do quilo do suíno vivo no Brasil subiu 3,26% na semana, atingindo R$ 6,72. A média de preços dos cortes de pernil no atacado aumentou de R$ 11,79 para R$ 12,20 (+3,52%), enquanto a média da carcaça avançou 3,12%, chegando a R$ 11,19.

Leia Também:  Preços do Milho no Brasil Mantêm Estabilidade com Oferta Controlada

A análise semanal de preços revelou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 141,00 para R$ 146,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo manteve-se em R$ 5,50 na integração e aumentou de R$ 6,90 para R$ 7,05 no interior do estado. Em Santa Catarina, o preço na integração permaneceu em R$ 5,55, enquanto no interior subiu de R$ 6,85 para R$ 7,10. No Paraná, o preço do quilo vivo registrou alta de R$ 6,80 para R$ 7,25 no mercado livre e ficou estável em R$ 5,35 na integração.

Em Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande aumentou de R$ 6,50 para R$ 6,85, enquanto na integração os preços se mantiveram em R$ 5,45. Em Goiânia, os preços subiram de R$ 7,00 para R$ 7,30. No interior de Minas Gerais, os preços aumentaram de R$ 7,50 para R$ 7,70 e, no mercado independente, houve elevação de R$ 7,60 para R$ 7,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis passou de R$ 6,50 para R$ 6,80, enquanto na integração estadual as cotações permaneceram em R$ 5,40.

Leia Também:  China Retoma Compras de Carne de Frango do Brasil; Suspensão de Frigoríficos do RS Continua
Exportações

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” renderam US$ 75,310 milhões em julho (5 dias úteis), com uma média diária de US$ 15,062 milhões. A quantidade total exportada foi de 31,806 mil toneladas, com média diária de 6,361 mil toneladas. O preço médio foi de US$ 2.367,80 por tonelada.

Em comparação com julho de 2023, houve um aumento de 35,7% no valor médio diário, um avanço de 42,1% na quantidade média diária e uma redução de 4,5% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Limpurb promove mutirão de limpeza na Avenida Beira Rio e disponibiliza programa Cata-Treco nesta sexta-feira (22)

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  USDA: produção das carnes bovina e suína aumenta em 2024, mas deve sofrer leve retrocesso em 2025

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA