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Preço do mamão Havaí cai em abril nas principais regiões produtoras

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Os preços do mamão havaí registraram uma queda significativa na última semana nas principais regiões produtoras do Brasil. De acordo com um levantamento feito pela equipe de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o tipo 15 a 18 foi comercializado a uma média de R$ 7,00/kg no Norte do Espírito Santo e no Sul da Bahia. Isso representa uma redução de 19% e 21%, respectivamente, em comparação ao período anterior.

O motivo para essa queda está ligado a uma combinação de retração da demanda e aumento na oferta. Pesquisadores do Cepea indicam que alguns produtores, visando aproveitar os altos preços praticados recentemente, decidiram escoar frutas ainda um pouco verdes no mercado, contribuindo para o excesso de oferta.

No entanto, essa prática pode resultar em um gargalo no comércio do mamão havaí, pois essas frutas, por serem mais verdes, não são tão bem aceitas pelos consumidores, o que pode levar a uma pressão adicional nas cotações.

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Para produtores e comerciantes, o cenário se torna mais desafiador, uma vez que a queda nos preços pode afetar as margens de lucro e a rentabilidade do negócio. A expectativa é que, à medida que a oferta se estabilize e os consumidores se acostumem com o novo perfil das frutas no mercado, o preço do mamão havaí volte a apresentar maior estabilidade. Entretanto, a situação demanda atenção por parte dos envolvidos no setor para evitar uma queda ainda mais acentuada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA e Irã avançam em acordo temporário para conter conflito e estabilizar mercados globais

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Os Estados Unidos e o Irã avançam nas negociações para um acordo temporário e limitado que pode interromper o conflito em andamento entre os dois países. A proposta, segundo fontes diplomáticas, não representa um tratado de paz definitivo, mas sim uma estrutura provisória voltada à suspensão das hostilidades e à estabilização regional.

O entendimento em construção ocorre em meio a forte volatilidade nos mercados globais, com impacto direto sobre o petróleo, o câmbio e as cadeias logísticas internacionais — fatores que também afetam o agronegócio, especialmente em custos de insumos e fretes.

Acordo parcial deve priorizar cessar-fogo e segurança marítima

O esboço do acordo prevê um memorando de curto prazo com foco em três etapas principais:

  • Encerramento formal do conflito armado;
  • Estabilização da navegação no Estreito de Ormuz;
  • Abertura de uma janela de 30 dias para novas negociações mais amplas.

A proposta evita, neste primeiro momento, a resolução definitiva das principais divergências entre Washington e Teerã, especialmente relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao controle de urânio enriquecido.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico e influencia mercados globais

O possível avanço nas negociações já provocou reações imediatas nos mercados financeiros. A expectativa de reabertura e normalização do Estreito de Ormuz — rota essencial para o transporte global de petróleo — impulsionou bolsas internacionais e pressionou para baixo os preços do barril.

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O canal marítimo é considerado um dos principais gargalos logísticos do comércio global de energia, e qualquer instabilidade na região tende a refletir diretamente no custo de combustíveis, fertilizantes e transporte internacional.

Mercado financeiro reage com alta e petróleo recua

Com o aumento das expectativas por um acordo, os mercados globais registraram valorização das bolsas e queda nos preços do petróleo. Investidores apostam que uma eventual redução das tensões pode diminuir o risco de interrupções no fornecimento global de energia.

Para o setor do agronegócio, o movimento é relevante, já que oscilações no petróleo impactam diretamente:

Custo do diesel no transporte de grãos;

  • Preço de fertilizantes importados;
  • Logística de exportação via portos.
EUA e Irã mantêm divergências sobre programa nuclear

Apesar do avanço nas tratativas, ainda há impasses significativos. O principal ponto de divergência segue sendo o programa nuclear iraniano, incluindo o destino de estoques de urânio enriquecido e possíveis limites às atividades nucleares do país.

Autoridades envolvidas nas negociações afirmam que o acordo em discussão não resolve essas questões de forma definitiva, funcionando apenas como uma etapa intermediária para evitar uma escalada militar.

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Lideranças adotam discursos distintos sobre acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou tom otimista em relação ao avanço das negociações, afirmando que um entendimento é “possível” e pode ocorrer rapidamente.

Já autoridades iranianas demonstram cautela e ceticismo. Representantes do governo de Teerã afirmam que ainda analisam a proposta e criticam o formato do acordo, classificando-o como incompleto diante das demandas do país.

Impactos indiretos no agronegócio e comércio global

Embora o conflito esteja distante geograficamente do Brasil, os efeitos são sentidos de forma indireta pelo agronegócio, principalmente por meio da volatilidade no petróleo e no transporte marítimo internacional.

Especialistas apontam que qualquer redução na tensão geopolítica tende a trazer maior previsibilidade aos mercados, fator essencial para o planejamento de exportações e custos logísticos no setor agroindustrial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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