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Preço do leite no Rio Grande do Sul atinge R$ 2,5230 em abril

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Em reunião realizada na última terça-feira (29/04) em Passo Fundo (RS), o Conseleite divulgou a projeção do preço do leite para o mês de abril, que atingiu a marca de R$ 2,5230 por litro. O estudo considera os dados dos primeiros 20 dias de abril, o que representa uma ligeira alta de 0,06% em comparação ao valor projetado de março, que foi de R$ 2,5214.

Cenário atual e perspectiva do setor

O coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, destacou que o valor atual reflete um “patamar adequado para a remuneração dos produtores”. Em sua análise, Palharini enfatizou a necessidade do setor lácteo em continuar investindo na qualidade do rebanho e em sistemas produtivos que ajudem a otimizar os custos, além de aumentar a competitividade do leite produzido no Estado.

Valores de março e fevereiro

O valor consolidado de março, por sua vez, foi de R$ 2,5164, apresentando um aumento de 0,77% em relação ao mês anterior, quando o preço foi de R$ 2,4972. Esse crescimento reflete uma recuperação gradual nos preços do leite, evidenciando o esforço contínuo do setor para se manter competitivo no mercado.

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Investimentos e políticas públicas

Palharini também enfatizou a importância da adoção de políticas públicas que favoreçam o setor. Ele mencionou a necessidade da liberação de recursos represados do Fundoleite, que, segundo ele, devem ser investidos no aprimoramento dos rebanhos e no aumento da produção leiteira no Rio Grande do Sul. “São recursos do setor que precisam retornar ao setor, conforme prevê a lei, e são fundamentais para o fortalecimento da economia gaúcha. Esses investimentos ajudarão o setor a se posicionar de forma mais competitiva no mercado nacional e internacional”, concluiu o coordenador.

Esses esforços visam não apenas a sustentabilidade do setor, mas também a melhoria contínua da qualidade do leite produzido no estado, promovendo maior competitividade no cenário nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação por gotejamento reduz custos na cafeicultura e aumenta eficiência produtiva no interior de São Paulo

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A irrigação por gotejamento tem se consolidado como uma das principais tecnologias para aumento de eficiência e redução de custos na cafeicultura brasileira. Em uma propriedade localizada na região da Alta Mogiana (SP), a adoção do sistema, combinada com fertirrigação e automação, resultou em ganhos expressivos de produtividade e uma economia anual estimada em R$ 91 mil.

Tecnologia reduz custos operacionais e otimiza o manejo no café

O case do Grupo Agam, da família Branquinho, no município de Pedregulho (SP), mostra como a modernização do sistema produtivo pode impactar diretamente a rentabilidade da atividade cafeeira.

A propriedade, com mais de 300 hectares de café, implementou irrigação por gotejamento em 100 hectares em parceria com a Netafim. A tecnologia trouxe mudanças significativas na estrutura operacional da fazenda, especialmente na redução do uso de máquinas e insumos.

Economia supera R$ 90 mil por ano em operações mecanizadas

De acordo com os dados levantados na propriedade, os resultados econômicos incluem:

  • Redução de aproximadamente R$ 910 por hectare ao ano em custos com operações tratorizadas
  • Economia total de cerca de R$ 91 mil por ano nos 100 hectares irrigados
  • Evitação de investimento de aproximadamente R$ 340 mil em máquinas agrícolas, como trator e adubadeira

Além da redução de custos, o sistema proporcionou uma reorganização das atividades no campo, com impacto direto na eficiência operacional.

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Menos operações no campo e mais eficiência produtiva

Com a adoção do gotejamento, o número de operações mecanizadas caiu de 17 para 10 ciclos por safra, simplificando o manejo da lavoura e reduzindo a dependência de equipamentos pesados.

A mudança também trouxe maior previsibilidade operacional, permitindo melhor planejamento das etapas produtivas e menor exposição a riscos logísticos, como janelas climáticas curtas ou indisponibilidade de máquinas.

Outro ponto de destaque é o uso de sensores de umidade do solo e automação, que contribuíram para uma redução de até 50% no consumo de água, fator estratégico em regiões com maior restrição hídrica.

Fertirrigação aumenta eficiência no uso de insumos

A fertirrigação também desempenhou papel central na redução de custos. Segundo o responsável pela gestão das propriedades, William Ferreira, a aplicação precisa de nutrientes melhora o aproveitamento dos fertilizantes e reduz desperdícios.

“Quando aplicamos os fertilizantes via sistema de irrigação, conseguimos direcionar os nutrientes exatamente para a zona radicular, no momento em que a planta mais precisa. Isso aumenta significativamente o aproveitamento e reduz perdas por lixiviação ou aplicações ineficientes”, explica.

Ele destaca ainda o impacto econômico direto da tecnologia:

“Na prática, a fertirrigação diminui desperdícios e evita reaplicações desnecessárias. Como os fertilizantes representam uma parcela relevante do custo da lavoura, qualquer ganho de eficiência no uso já se traduz em economia direta para o produtor”, afirma.

Irrigação aumenta previsibilidade e reduz riscos climáticos

Além da redução de custos, a irrigação por gotejamento também contribui para maior estabilidade produtiva, especialmente em cenários de irregularidade climática.

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Para o especialista agronômico da Netafim, Rafael Gonzaga, a tecnologia permite maior controle sobre a produção.

“Na prática, sistemas como a irrigação por gotejamento permitem uma gestão mais precisa dos recursos, o que se reflete em redução de desperdícios e maior estabilidade produtiva”, afirma.

Ele reforça que a previsibilidade é um dos principais ganhos:

“Além de reduzir custos, a tecnologia traz mais controle sobre o sistema produtivo. Isso muda a lógica da operação, que passa a ser menos reativa e mais estratégica”, complementa.

Eficiência produtiva e sustentabilidade no café

Além dos ganhos econômicos, a irrigação por gotejamento também contribui para o uso mais eficiente de insumos e redução de impactos ambientais, como menor compactação do solo e redução de emissões associadas às operações mecanizadas.

O caso do Grupo Agam reforça uma tendência crescente na cafeicultura brasileira: a busca por sistemas produtivos mais eficientes, previsíveis e sustentáveis, com a tecnologia assumindo papel central na competitividade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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